Um amor sem limites – Roteiro para o Animador (VII Dom. T.C. Ano C)

MATERIAIS PARA O ENCONTRO:

– Folha para os participantes (pág. 30) e vídeo da meditação.

– uma vela

– panos:  vermelho e escuro

– velas pequenas para todos os participantes


Acolhida

(Apresentação dos novos participantes, notícias… Dar para todos o folheto do encontro e deixar também algumas canetas a disposição).

Sinal da Cruz e momento de oração ao Espírito Santo

(Se quiser, colocar uma vela no meio, símbolo do Espírito Santo).

“Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. “Amém”

“Novamente começamos este encontro nos relacionando com o Espírito Santo. O Espírito Santo é o Amor, e precisamos ser renovados no nosso modo de amar para viver tudo o que o Evangelho, hoje, nos propõe. Não são coisas fáceis… Mas com o Espírito Santo tudo isso é possível… Peço para vocês fecharem os olhos… Repense na sua vida… Repense neste dia… o Espírito Santo o (a) ajudou, hoje, neste tempo, a amar de verdade? Ajudou-o (a) a viver um amor maior, não humano mas gratuito assim como é o Amor de Deus?”

“Se reconhecer esta presença dEle hoje, peço-lhe para agradecer-Lhe, no silêncio; se não encontrar na sua memória esta ação, então peça, sempre no silêncio, que Ele fale ainda mais forte, para ouvir Sua voz” (…).

(Deixar alguns instantes de silêncio para a oração pessoal. Deixamos a oração partilhada para o final. Depois concluir com um refrão ao Espírito Santo que todos conhecem ou com a oração do Glória:  Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo como era no princípio e agora e sempre. Amém).

“Acolhamos, agora, a Palavra de Deus que nos acompanhará neste encontro”.

Leitura do evangelho (Lc 6,27-38)

(Alguém lê a leitura do folheto que todos receberam Neste caso, dar preferência ao folheto à Bíblia, para que assim todos tenham acesso a mesma tradução que se usa na liturgia e na meditação).

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos.’

Introdução à leitura pessoal

“Queremos que esta Palavra toque profundamente cada um de nós. Por isso, agora, faremos alguns instantes de silêncio para que cada um possa reler o trecho que foi ouvido. Peço para cada um marcar (sublinhando, se quiser, com uma caneta) a palavra ou a frase que hoje, especialmente, ressoa mais forte ao seu coração. Se alguém tiver dificuldade em ler, repense, em silêncio, no que escutou, e se tiver algo que o atingiu mais profundamente, reflita, um momento, sobre isso”.

(Deixar alguns minutos para que cada um possa ler pessoalmente o trecho bíblico).

“Agora que lemos com maior profundidade o texto, peço-lhe para ler ou repetir em voz alta aquela palavra ou aquela frase que tocou mais forte você hoje”.

(Cada um fala em voz alta aquela palavra ou frase que sublinhou. Não vamos fazer, neste momento, ressonâncias pessoais ou reflexões sobre a Palavra, mas ficaremos ainda uma vez na Palavra assim como nos foi entregue).

Meditação

“Queremos agora aprofundar esta Palavra, nos ajudando também com alguns símbolos”.

(O Animador propõe a meditação com o vídeo “Um encontro que muda a vida”).

Silêncio de meditação e espelhamento

“Depois de ter escutado esta Palavra, deixamos alguns minutos de silêncio para retomar as provocações e as perguntas que foram feitas, e que se encontram no folheto que receberam, para que a Palavra entre na nossa vida. Neste momento não vamos pensar em outras meditações ou ideias, mas vamos entrar no concreto da nossa experiência ajudados pela meditação que foi feita”.

(Deixar pelos menos 10 minutos para que todos possam repensar nas perguntas de espelhamento e responder no seu coração).

Para a meditação pessoal

  1. Amar os inimigos no concreto. Quem é seu inimigo hoje? Como está transformando o “mal” que você sente receber dele em “bem”?
  2. A regra de ouro. Qual é o bem que você deseja para si mesmo? E você está fazendo-o, agora, para os outros?
  3. Mudar de filantropia para ágape. Qual é nosso critério para amar o outro?
  4. Filhos de Deus que agem como Ele. Reconhecemos a filiação em nós? Reconhecemos em nós mesmos o amor capaz de mostrar Deus aos outros?
  5. Exemplos concretos para imitar a Deus. Estou agindo como Deus, hoje? Eu estou imitando-o? O que estou doando aos meus irmãos, hoje? O que estou recebendo de Deus, hoje? Qual medida?
  6. Em conclusão. Do que mais preciso de tudo aquilo que falamos? Onde devo aprender e crescer?

Partilha

“Agora que refletimos sobre a nossa vida, poderemos partilhar. antes, trago presente algumas regras importantes:

– Cada um fale daquilo que pensou e refletiu, sem se deixar condicionar pelo que os outros partilham;

– Não vamos partilhar ideias mas experiências;

– Não vamos retomar o que o outro fala, pois a experiência de cada um é diferente, mesmo quando parece igual;

– Cada um se compromete a não comentar fora daqui a partilha do outro, pois é um dom precioso que recebemos ao entrar na sua vida pessoal.

Não é necessário partilhar sobre todas as perguntas, também porque algumas são mais íntimas. Podemos viver esta partilha livremente, escolhendo algumas das perguntas, e tentando ser breves também para deixar o espaço para todos”.

(Deixe que todos, se possível, partilhem. Ajude-os a ser breves e sobretudo, que a partilha seja sobre a experiência pessoal. Se, por causa do tempo, nem todos conseguirem partilhar, o facilitador anota quem não o fez para lhe dar esta possibilidade na partilha do próximo encontro. Deixar pelos menos 15 minutos de tempo para a oração conclusiva).

Oração conclusiva com visualização e símbolo vivenciado

(Pode-se colocar no meio do grupo a vela acesa, um pano escuro que simboliza o inimigo e, perto, o pano vermelho, que representou Jesus).

“Colocamos simbolicamente, aqui no nosso meio, aquele pano escuro que na meditação representou o inimigo… e perto dele Jesus, representado por este pano vermelho… Jesus que mostrou concretamente, com sua vida, o amor para os inimigos… Convido vocês a fecharem os olhos e a vivenciar, por um momento, o que acabamos de meditar”.

(Colocar o áudio “Siga-me”, deixando que todos vivam a experiência proposta).

(Depois da breve visualização) “Convido vocês, no final deste encontro, se quiser, a viver este gesto. Se você reconheceu que Jesus iluminou, hoje, seu relacionamento com aquela pessoa aqui representada, que lhe fez mal, que o fez sofrer… se aproxime, acenda uma vela à vela que está no meio, e a coloque perto do seu “inimigo”… e fazendo isso, pode expressar uma oração a Jesus, pedindo, agradecendo, por esta luz que lhe deu. Se você ainda não conseguiu viver isso, se quiser pode colocar a luz igualmente, e pedir para Jesus iluminar sua vida e torná-lo capaz de um amor maior…”.

(Deixar que todos, quem quiser, viva o gesto. No final, se for possível, apagar as luzes da sala, deixando só as luzes da vela).

“Agora, no nosso centro, na nossa atenção, estão estas luzes… quase não vemos mais o pano do inimigo… Isso é transformar o mal em bem… Ele não fica mais na nossa atenção, pois o bem, a luz, é mais forte… Com esta consciência e desejo de criar sempre mais luz ao nosso redor, rejeitando toda escuridão, podemos rezar juntos ao Pai: Pai nosso…”.

(Concluir com o sinal da cruz, depois podem apagar as luzes. Pedir para dizer uma palavra do que levam para casa do encontro vivido).


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