Paradigma da vida – Roteiro para o Animador (IV Dom. T.C. Ano C)

MATERIAIS PARA O ENCONTRO:

– Folha para os participantes (pág. 24) e vídeo da meditação

– uma vela

–  um pano cinza

– uma cruz (possivelmente grande)

– uma bacia com pedras pequenas, no número dos participantes



Acolhida

(Apresentação, eventuais notícias… Entregar para todos o folheto do encontro e deixar também algumas canetas a disposição).

Sinal da Cruz e breve momento de oração ao Espírito Santo

(Se quiser, colocar uma vela no meio para representar simbolicamente a presença do Espírito Santo. Colocar também no centro a Biblia).

“Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. “Amém”

“Estamos no começo do ano pastoral, e queremos começar este nosso encontro nos colocando em relação com Deus, especialmente com o Espírito Santo. Não está longe de nós, não está em outro lugar de onde precisamos chamá-Lo, mas Ele está bem perto, a nos conduzir, iluminar, guiar… Hoje nos guiará especialmente a encontrar e viver a Palavra, a fazê-la entrar em nós… Peço para vocês fecharem os olhos e pensarem neste dia que se passou… qual Palavra hoje Ele lhe sugeriu, lhe explicou?” (…)

“Se conseguir encontrar esta Sua ação, peço para agradecer-Lhe, no silêncio; se não encontrar, então peça, sempre no silêncio, que abra seu coração e seus olhos para perceber a presença dEle e receber agora, dEle, uma Palavra especial…”.

(Deixar alguns instantes de silêncio para que cada um possa viver a oração de forma pessoal. Deixamos a oração partilhada para o final.

Depois concluir com um refrão ao Espírito Santo que todos conheçam ou com a oração do Glória:

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
como era no princípio e agora e sempre. Amém).

 

“Acolhamos, agora, a Palavra de Deus que nos acompanhará neste encontro”.

Leitura do evangelho (Lc 4,21-30)

(Alguém lê a leitura do folheto que todos receberam Neste caso, dar preferência ao folheto à Bíblia, para que assim todos tenham acesso a mesma tradução que se usa na liturgia e na meditação).

Naquele tempo: Entrando Jesus na sinagoga disse: ‘Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir.’ Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: ‘Não é este o filho de José?’ Jesus, porém, disse: ‘Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum.’ E acrescentou: ‘Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio.’ Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

Introdução à leitura pessoal

“Queremos que esta Palavra toque profundamente cada um de nós. Por isso, agora, faremos alguns instantes de silêncio para que cada um possa reler o trecho que foi ouvido. Peço para cada um marcar (sublinhando, se quiser, com uma caneta) a palavra ou a frase que hoje, especialmente, ressoa mais forte ao seu coração. Se alguém tiver dificuldade em ler, repense, em silêncio, no que escutou, e se tiver algo que o atingiu mais profundamente, reflita, um momento, sobre isso”.

(Deixar alguns minutos para que cada um possa ler pessoalmente o trecho bíblico).

“Agora que lemos com maior profundidade o texto, peço-lhe para ler ou repetir em voz alta aquela palavra ou aquela frase que tocou mais forte você hoje”.

(Cada um fala em voz alta aquela palavra ou frase que sublinhou. Não vamos fazer, neste momento, ressonâncias pessoais ou reflexões sobre a Palavra, mas ficaremos ainda uma vez na Palavra assim como nos foi entregue).

Meditação

“Queremos agora aprofundar esta Palavra, nos ajudando também com alguns símbolos”.

(O Animador propõe a meditação com o vídeo “Paradigma da vida”).

Silêncio de meditação e espelhamento

“Depois de ter escutado esta Palavra, deixamos alguns minutos de silêncio para retomar as provocações e as perguntas que foram feitas, e que se encontram no folheto que receberam, para que a Palavra entre na nossa vida. Neste momento não vamos pensar em outras meditações ou ideias, mas vamos entrar no concreto da nossa experiência ajudados pela meditação que foi feita”.

(Deixar pelos menos 10 minutos para que todos possam repensar nas perguntas de espelhamento e responder no seu coração).

Para a meditação pessoal

  1. Admiração: a Palavra de Jesus nos deixa admirados? Nos leva a dar testemunho dEle?
  2. Provocação: Deus se mostra diferente daquilo que pensamos. Como acolhemos sua novidade inesperada?
  3. Dois provérbios: alusão à cruz: Quanto sou capaz de aceitar o desafio na minha vida, de receber a cruz?
  4. Escolha dos pagãos: Quanto, na minha vida, consigo ir além, para encontrar os pagãos de hoje?
  5. Tentativa de matar Jesus: O que representa aquele pano escuro para você? E o que representa o bloqueou ou lhe fez começar um novo caminho?
  6. Caminho: Olhando para a escultura, onde se encontra hoje?

Partilha

“Agora que refletimos sobre a nossa vida, poderemos partilhar. antes, trago presente algumas regras importantes:

– Cada um fale daquilo que pensou e refletiu, sem se deixar condicionar pelo que os outros partilham;

– Não vamos partilhar ideias mas experiências;

– Não vamos retomar o que o outro fala, pois a experiência de cada um é diferente, mesmo quando parece igual;

– Cada um se compromete a não comentar fora daqui a partilha do outro, pois é um dom precioso que recebemos ao entrar na sua vida pessoal.

Não é necessário partilhar sobre todas as perguntas, também porque algumas são mais íntimas. Podemos viver esta partilha livremente, escolhendo algumas das perguntas, e tentando ser breves também para deixar o espaço para todos”.

(Deixe que todos, se possível, partilhem. Ajude-os a ser breves e sobretudo, que a partilha seja sobre a experiência pessoal. Se, por causa do tempo, nem todos conseguirem partilhar, o facilitador anota quem não o fez para lhe dar esta possibilidade na partilha do próximo encontro. Deixar pelos menos 15 minutos de tempo para a oração conclusiva).

Oração conclusiva com visualização e símbolo vivenciado

(Pode-se colocar no meio do grupo a vela acesa,  e a partir dela um pano cinza formando como uma estrada no fim da qual coloque uma cruz, possivelmente grande).

“Colocamos simbolicamente, aqui no nosso meio, o símbolo com a qual se concluiu a meditação, mas ao invés do pano escuro, colocamos uma vela, símbolo que Deus está sempre presente, também nas nossas escuridões… Com esta imagem fixa em nós, convido vocês a fecharem os olhos e a vivenciar, por um momento, o que acabamos de meditar” (Colocar o áudio “Rumo a cruz”, deixando que todos vivam a proposta).

(Depois da breve visualização, colocar uma bacia com pequenas pedras, em número dos participantes) “Ao final deste encontro, convido vocês, de forma livre e espontânea, a viver este gesto. Pegue uma destas pedras, que represente você, e coloque-a dentro desta estrada, no ponto em que você quiser. E fazendo este gesto, expresse uma palavra, uma oração, a Deus…”.

(Deixar que todos – quem quiser – viva o gesto).

Concluir com o Pai nosso) “Agora podemos levantar e nos dar a mão para representar que neste caminho não estamos sozinhos. Rezamos juntos ao Pai: Pai nosso…”. (Concluir com o sinal da cruz. Se quiser, pedir para cada um dizer em voz alta uma palavra que resume o que leva para casa. Convidar todos a levar em casa sua pedra, se quiser).



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