Somos transparência de Deus

XXIX DOMINGO T. C. – A
Roteiro com indicações detalhadas
TEMA: “SOMOS TRANSPARÊNCIA DE DEUS”

  1. INTRODUÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO
    Acolhida dos participantes
  2. Acolhida de cada um e apresentação: “Continuamos esta caminhada, seguindo o evangelho do
    Domingo, tentando experimentar um encontro pessoal com Deus através das ferramentas de
    Bibliodrama. Neste domingo, XXIX do Tempo Comum, celebramos o dia mundial das Missões”.
  • Tema: “Hoje, o tema do nosso encontro será SOMOS TRANSPÂRENCIA DE DEUS. Onde vemos Deus?
    Quem no dá a sua presença? Estamos no Dia Mundial das Missões, e somos convidados a ir ao
    encontro da humanidade… mas por quê? Como posso ajudá-la a encontrar-se com Deus?”.
  • Método: “Não sentaremos apenas para escutar, mas viveremos esse encontro com tudo de nós: não
    só mente, mas acima de tudo coração, imaginação, sentimentos, também com o nosso corpo…”
  • Regras de participação: “Para viver este encontro devemos aceitar algumas regras de grupo:
  • Todos são livres de seguir as indicações que serão dadas, sem se sentir forçados ou condicionados
    pelos outros;
  • Todos falam em primeira pessoa, evitando responder a outros ou criar discussões;
  • Por outro lado, cada um se compromete em aceitar o que os outros dizem sem julgar, rir ou
    comentar;
  • O que vamos partilhar ficará entre nós, será guardado no grupo”.
    Invocação do Espirito Santo
  • O facilitador coloca uma vela acesa no centro: “Experimentemos, então, um momento de
    interiorização e de encontro com o Espírito Santo, auxiliados como sempre por este símbolo. Nós
    falamos de ‘ardor’ missionário, de ‘chama’ da evangelização … falamos de chama, que queima, que
    move… pois aquele que nos impulsiona, que nos sustenta na missão é o Espírito Santo. Como o
    Espírito, hoje, o empurrou rumo aos outros? Como Ele o ajudou a sair de si mesmo, indo ao encontro
    do outro? No silêncio do seu coração, se encontre com Ele…”.
  • Vamos concluir com o Glória: Glória ao Pai…
    Sociometrias sobre nosso compromisso na missão
  • Ilhas: “Vamos então entrar neste tema e vermos como estamos vivendo nosso compromisso
    missionário. Vou formar com os panos algumas ‘ilhas’, que representam as áreas em que expressamos
    nossa missionariedade (coloque os panos para representar as várias realidades):
  • em um serviço eclesial
  • em um serviço social
  • na família
  • em nenhum lugar.
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    Depois que todos se colocaram nas ilhas, pedir para se apresentar no grupinho da mesma ilha e
    compartilhar algo sobre este ‘serviço’; no final, um do grupo partilha com todos e tirar as ilhas.
  • Barômetro: “Agora podemos ‘medir’ o desejo que temos de viver a missionariedade na nossa vida.
    Vamos agora representar uma linha com dois panos: uma ponta da linha indica o grande desejo de viver
    a missão, a outra as resistências/o medo de concretizar este chamado”(colocar dois panos coloridos
    diferentes para representar as pontas da linha , e um pano central indicando o meio, dizendo que
    ninguém pode se colocar aí. Contar até três, e todos se colocam no ponto da linha que corresponde ao
    que sentem neste momento. Seguem as entrevistas).
    Comunicação criativa do tema através de um vídeo
  • “Hoje somos convidados a entrar no tema da missão, mas o faremos a partir do rosto … o ser humano é
    transparência de Deus, no rosto dele somos convidados a ver Deus… mas como poderemos entender
    isso, como podemos ver esta presença de Deus? Ajudamo-nos com um vídeo que nos faz encontrar
    este ser humano…” (mostrar um vídeo que mostra rostos e citações bíblicas sobre a imagem de Deus –
    rostos desfigurados, rostos felizes, rostos de todas as cores e idade, status social, nação… Se não pode
    ver o vídeo, mostrar imagens ou fotos).
    Experiência perceptiva e sensorial: viver o “rosto”
  • “Este vídeo nos ajudou a entrar em contato com os rostos, de homens, mulheres, crianças… Agora
    queremos não só olhar para eles de fora, mas entrar nesses rostos, levá-los a entrarem em nós… Então
    convido você a encontrar uma posição confortável, e entrar em contato com seu rosto, e faça com que
    este seu rosto entre em comunhão com o rosto do outro…”
  • “Então eu convido você a fechar os olhos e tentar expressar, com seu rosto, o rosto de… “(dar as várias
    indicações em sequência, deixando alguns segundos para que se possa experimentar a experiência com
    cada rosto) “… tente tocar neste rosto, em você, para descobrir as suas formas… os detalhes…”…
  • o rosto de um pobre mendigo…
  • de uma criança caminhando de mãos dadas com o pai…
  • de uma criança de pés descalços e meio nu, no frio…
  • de uma mãe com um bebê moribundo em seus braços, e não pode curá-lo porque não pode pagar o
    médico…”
    Expressão de necessidade / desejo
  • “Agora que você imaginou esses rostos e os viveu por ‘dentro’, convido a se perguntar: do que eu
    preciso para ver a presença de Deus nesses rostos? Para perceber esta ‘transparência’? Com uma
    palavra, em voz alta, livremente, expressamos nossa necessidade/desejo a respeito deste tema”.
  • Depois que vários se expressaram: “Agora podemos voltar sentar e ouvir a Palavra de Deus que vem
    até nós”.
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  1. ENCONTRO CON A PALAVRA
    Leitura de Mt 22,15-21
    Naquele tempo: 16Os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. 16Então
    mandaram os seus discípulos, junto com alguns do partido de Herodes, para dizerem a Jesus:
    ‘Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas
    influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. 17Dize-nos, pois, o
    que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?’ 18Jesus percebeu a maldade deles e disse:
    ‘Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? 19Mostrai-me a moeda do imposto!’ Trouxeramlhe
    então a moeda. 20E Jesus disse: ‘De quem é a figura e a inscrição desta moeda?’ 21Eles
    responderam: ‘De César.’ Jesus então lhes disse: ‘Dai pois a César o que é de César,e a Deus o que é
    de Deus.’
  2. O medo de perder que leva a não ser autênticos (vv. 15-18)
    Comentário com esquematização simbólica
    “O evangelho nos conta que os fariseus fizeram conselho para ver como apanhar Jesus em alguma
    palavra. Mas por que eles querem eliminar Jesus? Certamente, um dos motivos mais claros que
    podemos encontrar é o medo de perder privilégios. Quais eram estes privilégios? Representamos
    com panos os medos de perder dos fariseus:
  • medo de perder fama (pano amarelo)
  • medo de perder poder (pano dourado)
  • medo de perder os benefícios do domínio romano (sendo guias do povo) (pano cor prata)
    Esse medo é uma conseqüência da perda do “centro”: não está mais Deus, no centro deles, mas
    estão eles mesmos…
    A conseqüência disso é uma atitude de falsidade (conspiração, segredo…), até se tornar assassinos
    (eles querem matar Jesus). O apego às coisas e o medo de perdê-las faz com que o ser humano se
    torne falso: não se mostra mais na verdade, perde a autenticidade”.
    Espelhamento com símbolo vivenciado
    “A partir desses medos, convido você agora a pensar nos nossos medos pessoais de perder.
    Colocamos aqui os nossos medos de perder… (visualizá-los com outros panos):
  • de perder uma pessoa querida (esposo, esposa, namorado…);
  • de perder nosso papel (na sociedade, na escola, no trabalho),
  • de perder o tempo, o bem-estar…” (fazer outros exemplos relacionados à vida dos participantes…)
    “Eu convido você, neste momento, a ver quais são as coisas que apegam você, que afetam sua vida,
    seus relacionamentos, seu relacionamento com Deus… cujo medo de perder rouba sua
    autenticidade…”
    “Se você deu um nome às coisas às quais está apegado, que tem medo de perder, convido agora a se
    aproximar dos medos simbolizados no meio e tomá-los na mão, tocá-los, colocar-se dentro deles,
    para experimentar como as coisas que nos prendem nos condicionam…” (Deixar um tempo para
    viver este momento livre com os panos dos medos, e perguntar como se sentem, como os sentem ou
    o que me dizem) “.
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    No final: “A falsidade dos fariseus nos ajudou a entrar e reconhecer nossas falsidades: o medo nos faz
    esquecer o que somos, nos torna diferentes de nós mesmos, de como Deus nos criou e nos quer.
    Presos pelos medos, pelas coisas, não somos mais transparência de Deus: nosso rosto já não reflete o
    rosto de Deus…”
    Participação
    “Compartilhamos algo sobre os nossos medos e apegos, como vivemos isso em nossas vidas e como
    isso nos afasta de Deus…”
  1. Devolver a Deus o que é dEle (vv. 20-21)
    Comente sobre a segunda parte do texto
    “No Evangelho vimos que o protagonista é uma moeda na qual é impressa a imagem de César. ‘Dai
    pois a César o que é de César,e a Deus o que é de Deus’. O dinheiro foi devolvido a César … mas
    como podemos devolver a Deus o que lhe pertence? Qual é a moeda onde a imagem de Deus está
    impressa? Lembramos que, na época, a lei proibia a criação de imagens de Deus, porque eram
    idólatras… mas, na Bíblia, o único lugar onde a imagem de Deus é impressa, a única imagem de Deus
    é o ser humano. Devolver a Deus a moeda onde está impressa a imagem dEle é devolver para Ele o
    ser humano, na sua autenticidade que reflete esta imagem de Deus”.
    Imaginação facilitada
    “Eu convido você, agora, a escolher uma posição confortável, fechar os olhos e começar a respirar muito
    devagar… A cada expiração, vamos sempre mais no profundo de nós, em direção ao centro, ao coração
    de nós mesmos, onde o Espírito Santo abraça nossa alma… na fonte do amor em nós, no lugar da verdade
    de nós mesmos…
    Convido você a receber o olhar de Deus sobre você… Ele se vê refletido em você… Ele vê você da sua
    própria natureza, vê seu filho, vê você como Ele o pensou desde sempre… Sob este olhar de Deus, deixe
    uma ou mais imagens emergir dentro de você, mostrando como você é na visão de Deus… sua
    autenticidade na frente dEle… o que você tem que devolver para Ele.. pode ser uma imagem simbólica,
    uma paisagem, ou um fato real da sua vida… Espere sem pressa, sem julgá-la, mas a aceite pelo que é e
    pela emoção que transmite a você. E quando escolheu a imagem mais ressonante em você, concentre-se
    nela, saboreando a emoção que a acompanha… Então, você pode reabrir seus olhos, sem pressa…”.
    Partilha da imagem
    Cada um partilha a imagem e a emoção que experimentou recebendo-a.
  2. ORAÇÃO CONCLUSIVA
    Ambiênte
    Colocar no centro a imagem do rosto de Jesus com alguns rostos de pessoas, um vaso com terra,
    algumas velas apagadas e a vela acesa do início.
    “As imagens do vídeo nos colocaram na frente de homens e mulheres que, todos, estão esperando
    para serem devolvidos a Deus, para descobrir o seu sentido, o seu valor… nós, feitos a imagem e
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    semelhança de Deus, queremos ficar diante desses rostos, que são, por sua vez, imagem de Deus,
    filho de Deus, mesmo aquela pessoa mais desfigurada… Missão é levar todos de volta a Deus,
    porque todos pertencem a Ele!”
    Símbolo vivenciado – pessoal
    “Deus moldou o ser humano da terra, é ‘poeira’, mas, ao mesmo tempo, Deus ‘divinizou’-o com o
    dom de seu Espírito, fazendo-o sua imagem… Convido, então, a viver esse gesto pessoal: pegue um
    pouco desta terra em uma mão (símbolo da pobreza do ser humano) e acenda uma luz, sinal da
    presença de Deus em você, tendo essa certeza diante de nós: somos terra, mas também somos
    filhos de Deus, imagem dEle… e enquanto você faz isso, você pode expressar uma oração, um
    agradecimento ou invocação…”
    Símbolo vivido – comunidade
    “Agora que todos nós temos esses símbolos nas mãos… convido você a se aproximar de outro irmão
    ou irmã do grupo, que representa hoje todo homem e mulher do mundo que espera descobrir isso
    na sua vida, e compartilhe essa luz com ele, dizendo uma frase ou um desejo, o que nós sentimos
    em nossos corações, reconhecendo a presença de Deus nele: ‘Eu reconheço a presença de Deus em
    você…’ ‘Sua vida transmite a luz de Deus…’ ‘Seu rosto mostra o rosto de Deus..’. Vivemos isso com
    cada irmão ou irmã do grupo que encontramos”.
    Deixe alguns minutos para viver esse gesto entre mais pessoas
    Concluir com a oração do Pai nosso
    Convidar para levantar as mãos com os dois símbolos (terra e luz)
    Antes de fechar o encontro, cada um pode dizer uma palavra do que levam para casa deste encontro.


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