O perfil do catequista

O BOM SAMARITANO

FASE 1:  INTRODUÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO

APRESENTAÇÕES
ACOLHIDA
Agradecer a todos pela presença, sublinhando que, ainda uma vez, iremos continuar o caminho à luz do Documento 107, desta vez através de uma vivência.

BREVE INTRODUÇÃO AO MÉTODO
“Hoje viveremos um encontro com a Palavra de forma diferente, como fizemos no início do nosso caminho. Iremos vivenciar um Bibliodrama. Lembramos que trata-se de um método expressivo e experiencial: Expressivo: iremos usar também o corpo, os nossos sentidos, as nossas emoções. Poderemos, assim, expressar o que sentimos no papel das personagens dos textos que iremos aprofundar. Experiencial: tudo isso nos ajudará para fazer experiência da Palavra de Deus. Não aprofundaremos intelectualmente, mas através de um encontro vivo com Deus”. “Este método não permite ficar só escutando: ele pede de se envolver e se comprometer. Pedimos então para cada um se deixar envolver para experimentar, em primeira pessoa, esta experiência”.
APRESENTAÇÃO DAS REGRAS
“Sendo uma experiência de grupo, é importante, antes de começar, concordar algumas regras fundamentais para viver nosso encontro: estas regras, que vou dizer, são as mesmas que precisa comunicar aos participantes do grupo toda vez que se usa este método:Todos devem se sentir livres em seguir as indicações, sem se sentirem obrigados nem influenciados por outros;Cada participante fala em primeira pessoa, não responde a outros nem cria discussões, não retoma o que o outro diz;Por outro lado, cada um acolhe o que os outros dizem, sem julgar, rir ou comentar;O que dissermos e fizermos deverá ficar apenas no nosso grupo, não vamos comentar nada fora daqui. Fora posso comentar minha pessoal experiência mas não o que os outros disseram ou falaram”.
RELAÇÃO COM O ESPIRITO SANTO
O facilitador, de costas, acende uma vela, depois a mostra: “Vivemos este momento ajudados por um símbolo, uma chama, que quer simbolizar a presença do Espírito Santo no nosso meio, entre nós, em nós…”.O facilitador coloca a vefla no meio e, podendo, abaixa as luzes: “Olhamos para esta chama… ela ilumina… aquece… queima… se movimenta… Este símbolo nos lembra a ação do Espírito Santo em nós… Ele ilumina, guia…  aquece o coração… queima o que é mau em nós… e nos movimenta, nos coloca em ação…”.Momento pessoal interior: “Pode fechar os olhos… e imaginar esta chama dentro de você… que se espalha, que do coração chega a todo seu corpo… e o faz mover, caminhar, agir… Olhe para sua vida de hoje… Como o Espírito Santo hoje agiu em você? Como lhe fez experimentar Sua presença? Em um momento de silêncio, se relacione com Ele, que é tão próximo de você…” (deixar um momento de silêncio)Conclusão: “E vamos agradecer juntos o Espírito Santo e a Trindade, louvando juntos: Glória ao Pai…”.
FACILITAR O ENCONTRO AUTÊNTICO,  AQUECIMENTO PSICO-MOTOR E SENSIBILIZAÇÃO SOBRE O TEMA
CAMINHADA E ENCONTRO COM O MISTÉRIO DO OUTRO
“Convido você agora a levantar e a caminhar todos em um único sentido, em círculo… enquanto caminho, penso ao percurso que fizemos neste tempo… às minhas convicções, minhas seguranças… às novidades e às mudanças que são agora pedidas…”“Agora podemos quebrar o sentido do círculo e ocupar o espaço central ao todo, mas, ainda uma vez, caminhando de modo pessoal, respeitando o caminho dos outros… Minha estrada, meu caminho de catequista, se cruza com outros caminhos, e cada um pode me doar algo de novo, uma nova e diferente percepção de ser…”.“Agora, enquanto caminho, respeitando o espaço e o caminho do outro, posso inicial a levantar o olhar e encontrar, mas de forma nova e profunda, o outro, com um sorriso, um gesto, um abraço… mas sem palavras…”“Agora paro diante da pessoa que encontro e cruzo seu olhar… e tento ir além do que vejo, além da aparência, para entrar em uma nova consciência… Também você é catequista, é líder, é um chamado de Deus para levar Sua Palavra, Seu amor a outros… Você caminha comigo, você é meu companheiro nesta caminhada às vezes difícil… e me despeço do outro com um gesto e vou encontrar ainda outra pessoa…” (o facilitador conduz pelos menos a encontrar outras 3 ou 4 pessoas).“Agora podemos continuar de novo a caminhar sozinhos… ricos destes encontros vivenciados…”
FOTOLINGUAGEM COM PRIMEIRA ASSOCIAÇÃO
Enquanto estão caminhando, colocam-se no centro imagens diferentes: “Agora vou colocar no nosso meio algumas imagens… São imagens diversas: rostos, relações, paisagens, imagens da natureza, paisagens…”Depois que todas as fotos são colocadas: “Agora peço para vocês caminharem, ao redor destas fotos, e procurar uma imagem que fala sobre uma característica do catequista a partir do Documento 107. Peço para não pensar antes e depois procurar, mas se deixar atrair por uma imagem que lhe fala uma característica do catequista. Não é para escolher a foto da qual gosta, mas aquela que lhe diz algo sobre este assunto. Não pegamos ainda mas só escolhemos”.Depois que todos viram pelos menos uma vez todas as imagens: “Agora, sabendo que uma mesma imagem pode ser escolhida por mais participantes, peço-lhe para pegar a foto que escolheu e ir sentar. Se alguém pegar a foto que escolheu, vai sentar também você e depois a foto lhe será passada”.  Depois que todos sentaram: “Agora cada um, segundo o sentido do círculo, mostrando a foto, partilhará o que aquela imagem fala do catequista” (todos partilham, em ordem).
EXPRESSÃO DOS DESEJOS
PERGUNTAS INTERIORES
 “Agora peço para vocês fecharem os olhos… depois de ter escutado os outros… peço-lhe de escutar seu coração, e de encontrar, dentro de você, um desejo, uma necessidade… O que me falta para ser um verdadeiro catequista? Do que preciso para ser verdadeiro catequista? E tento fazer síntese desta minha necessidade com um palavra… E posso expressar em voz alta” Frase-convite: “Para crescer no meu ser Animador da Palavra preciso de…?” (Deixar que muitos se expressem)Para concluir: “Agora podemos abrir os olhos e retiramos as fotos, e vamos acolher a Palavra de Deus que vem ao nosso encontro”.


FASE 2:  ENCONTRO COM A PALAVRA

NARRAÇÃO COM ESQUEMATIZAÇÃO SIMBÓLICA E SOCIOMÉTRICA
“A Palavra hoje nos conta a historia de um homem (pegar um pano verde), como qualquer homem, cheio de projetos, desejos para seu futuro… Este homem caminhava na estrada que descia de Jerusalém até Jericó… (fazer o homem caminhar, até quando está no centro da sala) e assaltantes o prenderam, roubaram e destruíram tudo isso nele (colocar 2 panos escuros que se aproximam e cobrem ele) deixando-o meio morto (colocar o homem deitado no chão, bem no centro da sala). Os dois brigantes foram embora deixando-o assim (colocar os dois de um lado da sala).De lá passa um sacerdote (pano azul, fazê-lo caminhar pela mesma estrada): ele está mais próximo de Deus, e está preocupado com o culto… (quando está perto do homem ferido) não tem tempo para parar… então vê o homem e vai além (colocá-lo na parte onde estão os brigantes).Passa também um levita (pano dourado, fazê-lo caminhar pela mesma estrada): ele se preocupa do templo, das coisas do templo… (quando está perto do homem ferido)  não tem tempo para parar (colocá-lo na parte onde estão os brigantes).Enfim passa um samaritano (pano amarelo, fazê-lo caminhar pela mesma estrada): ele também tem muita coisa para fazer, mas quando vê o homem ferido no meio da rua… uma coisa vence sobre tudo: a compaixão. Ele para e se aproxima” (colocar o samaritano perto do homem, do outro lado respeito às outras personagens).


APRESENTAÇÃO DA SOCIOMETRIA
“Paramos aqui a nossa história, pois queremos aprofundar um pouco mais esta cena que acabamos de ler.Deste lado (do lado dos assaltantes, sacerdote e levita) temos todas pessoas que tem algo em comum, um pensamento: a minha vida vale mais do que a do outro, os meus projetos valem mais do que os outros, eu dos outros tenho que pegar tudo, para eu crescer, eu estar bem, eu, eu… No centro dele, o EU…Do outro lado, temos o samaritano que ao invés representa quem coloca o OUTRO antes dele…”.
REPRESENTAÇÃO SIMBÓLICA DA PERSONAGEM: ADOLESCENTE EM LUTA INTERIOR
“Imaginamos agora que esta história é escutada, hoje, por um adolescente dos nossos grupos (pegar dois panos, um mais claro e um mais escuro, e uni-los entre eles). Este adolescente: –   de um lado (mostrar o lado claro), é muito atraído por este Samaritano. Na cabeça dele aparecem todas aquelas situações que ele viveu, diante da injustiça, no seu dia a dia, encontrando os pobres… Ele sonha um mundo melhor, deseja construir algo de importante, sonha de construir um mundo de paz…. –   mas do outro lado (mostrar o lado escuro) ele sente muitas vozes que falam, dentro e fora dele… vozes que dizem “não se preocupe com os outros, pense só em você mesmo… não perca tempo, não cabe a você… pense só em crescer você, não se incomode com os outros…”.
GRUPOS CONTRAPOSTOS
O facilitador coloca o adolescente em linha com o homem ferido, mas longe: “Colocamos então aqui este adolescente, olhando para este homem ferido, e agora peço para vocês entrarem nesta luta que acontece dentro dele. Então peço para 5 pessoas de se colocar do lado dos assaltantes, sacerdote, levita… para dar voz a estas vozes que, dentro dele,  pede para pensar só em si mesmo… E peço para outros 5 de se colocar do lado do Samaritano, para dar voz, ao invés, àquelas vozes que pedem para se aproximar e cuidar do outro.Peço também para um de vocês vir aqui, no lugar deste adolescente, para escutar esta luta dentro de si.(Esperar que todos os papéis sejam assumidos. Vive-se então a ferramenta dos grupos contrapostos, onde a “linha central” é dada, desta vez, pelo homem ferido deitado na rua. Pede-se para todos que assumiram um papel fechar os olhos e fazer inversão de papéis cada um se colocando no seu lugar. Parte a dramatização. Congela-se a cena de vez e quando para pedir espelhos para quem está do lado de fora. Depois se faz inverter os grupos e se repete a dramatização. No final as vozes saem, e se pede ao adolescente de se expressar, fazendo um solilóquio… partilhando a escolha dele diante de tudo isso. No final, ele também sai do papel).
REPRESENTAÇÃO SIMBÓLICA
Se o adolescente não tomar uma decisão e se deixa vencer por esta luta, pode-se pegar o adolescente “ferido, assaltado nesta luta” e colocá-lo perto do homem ferido. Depois se poderá fazer a atualização pensando aos catequistas como samaritanos destes meninos que sucumbem na luta, também hoje nos nossos grupos….
TODOS SE TORNAM A MESMA PERSONAGEM: O SAMARITANO
(Tiram-se todas as personagens deixando só o homem ferido deitado no meio).“Agora queremos entrar na experiência deste samaritano, e peço para vocês fecharem os olhos e, ao contar até três, vocês serão todos o Samaritano que está caminhando na estrada que vai de Jerusalém até Jericó. 1,2,3. Pode levantar, e você neste momento está caminhando na estrada… Há vários pensamentos na sua cabeça, não vê a hora de voltar para casa, rever sua esposa, seus filhos… Faz já dias que está fora de casa… Mas, a certo ponto,  nesta estrada você vê este homem, ferido, ensanguentado… E você decide de se aproximar…”.
APROFUNDAMENTO ATRAVÉS DE UM SÍMBOLO
O facilitador coloca vários panos perto do homem ferido: “Agora paramos onde estamos, e pegamos um destes panos, que simbolicamente para nós se tornará este homem ferido… E peço para vocês colocarem este pano na sua frente, deitado, fazendo com que se torne simbolicamente para vocês o homem ferido…O facilitador conduz os samaritanos a viver uma experiência simbólica com o homem ferido: Diante deste homem, nasce em você o sentimento de compaixão… E você se abaixa nele… começa a enxergar todas suas feridas… pega a água, as lava com muito cuidado, porque não quer provocar outra dor… Mas se lembra de ter óleo junto com você, o pega e sabe que ajudará ainda mais a limpar e proteger estas feridas… Ainda, pega seu vinho, aquela garrafa que guardou com muita atenção, reservada para os momentos de festa… mas sabe que este homem vale mais que a festa, e derrama também este vinho nas suas feridas… este também ajudará, desinfetando estas feridas… Olhe para este homem ferido: o que sente neste momento no seu coração? (Deixar expressar).Mas este homem não pode ficar aqui. Agora você tem que levá-lo onde podem cuidar dele com todos os meios, por muitos dias… E então você pega este homem, o carrega nos seus braços, e o leva consigo…. e começa a caminhar, com este homem nos seus braços…. Como se sente agora, enquanto o está carregando nos seus braços? (Deixar expressar).
ESPELHAMENTO
“Agora peço para você parar, fechar os olhos e, quando eu contar até três, reabri-los-á e voltará a ser si mesmo. 1,2,3.Ainda há este símbolo nas mãos…. Quem é, hoje, esta pessoa, para você? Qual é o nome dele? Quais feridas você está curando nele? Cada um responda no seu coração…”


FASE 3:  ENTREGAR TUDO A DEUS

AMBIENTE
O Facilitador coloca o pano vermelho que representa Jesus, junto com uma imagem dele ou uma cruz, e uma vela acesa.
SÍMBOLO VIVENCIADO
“O Samaritano levou o homem ferido à hospedaria… Qual é nossa hospedaria, a hospedaria onde levar, hoje, os homens feridos que encontramos no nosso caminho? Eis aqui a hospedaria. É o próprio Jesus. Só Ele pode curar os corações feridos, não somente os corpos.Convido, então, a fazer um gesto: a entregar esta pessoa, concreta, à qual você deu um nome e um rosto, a Jesus. Só ele pode curar. Temos que oferecer o encontro com Ele.Mas o Samaritano, entregando o homem ao hospedeiro, deu duas moedas de prata, disposto a dar ainda mais na sua volta… E você, o que quer dar, de seu, para que esta pessoa entre de verdade na vida plena? O que é disposto a doar para ele? Então peço de viver este gesto de entrega, mas só depois de ter respondido, no seu coração, a esta pergunta: O que dou, de meu, para que ele esteja curado? É uma resposta entre você e Deus. E, entregando a Jesus, se quiser, pode fazer uma oração, dizer uma palavra… Todos (quem quiser) vive o gesto.
ORAÇÕES ESPONTÂNEAS
Depois que todos entregaram: “Olhamos a esta cena… a todas estas pessoas, feridas, ao redor de Jesus… quem chega até nós precisa deste encontro… Só nós, porém, podemos oferecê-lo… Alguém quer expressar, diante de Jesus, uma oração no final deste encontro, olhando para esta última cena diante de nós?” (Deixar que alguém, livremente, faça sua oração)
No final, concluir com o Pai nosso

 

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