O percurso da autenticidade

1° ENCONTRO

SER VERDADEIRO

A necessidade da autenticidade

MATERIAL a ser preparado[1]

Antes de seguir este caminho, peço-lhe para providenciar este material, que será usado para vivenciar algumas dinâmicas:

–     Bíblia e vela, a serem postas num lugar bem preparado

–     2 taças de vidro com água limpa e fresca

–     Fotos ou imagens que reproduzem fontes de água pura ou cristalina ou cachoeiras e rios

–     aquarela ou tempera de cor escura

–     lápis de cor ou lápis de cera

–     folhas A4 (1 por participante)

–     panos: vermelho, azul, bege, rosa, roxo claro, violeta escuro, azul claro, marrom, verde; um pano estampado

–     CD das músicas emocionais

–     Imagem de Jesus

–     Para a experiência individual: o vídeo de Zaccheo.

Este encontro inclui dois momentos explícitos de grupo (a interpretação da personagem e a dramatização). No livro é proposta uma alternativa para a meditação pessoal.

PRIMEIRA FASE:
INTRODUÇÃO E AQUECIMENTO

1. Acolher e acolher-se

Música: 54 Relaxamento água doce

Começamos nosso caminho nos colocando diante do símbolo da água. Pegue uma das duas taças de água e olhe para ela, veja suas características. Perceba seu cheiro. Toque e sinta seu frescor. Molhe com ela sua fronte. Abençoe-a e faça com ela um sinal da cruz em seu corpo, para que nesse encontro você possa ser puro e transparente como ela…

Se você tem fotos de fontes de água, cachoeiras, rios… observe-as e deixe-se inundar por essas imagens. Que elas se tornem parte de você…

Esta água, hoje, quer ser o símbolo do seu encontro com a Palavra. Ela pode torná-lo assim: simples, puro, amável… como esta água.

Fique alguns minutos em silêncio diante desta água. Se você quiser, você pode escrever todas as sensações e características que você encontra no seu caderno (CE 5).

Música: 31 Mal 01

Agora convido-o a colocar um pouco de tempera escura nesta água. Observa atentamente o que acontece…

Pouco a pouco, aquela escuridão se espalha, entra em todos os espaços ocupados pela água e a transforma. Torna-a opaca, não mais transparente. Torna-a impenetrável…

Talvez essa água não seja mais água? Não, continua sendo água. Mas em vez de transparente, ela impede ver. Em vez de lavar, suja. Em vez de matar a sede, envenena…

Nós nascemos como água cristalina e pura, abertos à vida, ao relacionamento, ao encontro. Lentamente, algo entra em nós e não nos permite sermos mais nós mesmos. Perdemos energia vital e gosto… em vez de dar vida, nos tornamos portadores da morte…

Como recuperar essa identidade original? Como voltar a sermos transparentes? No encontro de hoje você verá que a cura passa pelo retorno à autenticidade de nós mesmos… só assim entendemos quem realmente somos e podemos começar a mudar, caminhando na verdade de nós também no encontro com o outro.

Agora olhe para esta água que mudou sua aparência, escura… escreva seus sentimentos e emoções em seu caderno (CE 6).

2. Relação com o Espírito Santo

Convido-o, agora, a colocar a vela acesa ao lado desta água: fogo que ilumina, invade, purifica…

Invoque o Espírito Santo. Ele pode fazer a luz brilhar na escuridão… explorar os abismos mais profundos e dar clareza e sentido.

Olhe também para o Espírito Santo que habita em você, em sua alma, que está sempre voltado para você mesmo quando você não o está para Ele… Feche seus olhos, e tente imaginar esta Luz de dentro de você… que esclarece, que ilumina, que traz à mente lembranças e espontaneidades do passado… Tente viver um verdadeiro encontro com Ele e peça-Lhe que o ajude a ser o que você é. Acolha por alguns segundos Seu abraço (momento de silêncio).

E agora dê voz ao louvor que flui de você, dizendo Gloria à Trindade. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio e agora e sempre. Amém.

Pode deixar essa vela acesa durante o tempo do encontro. Esta luz lembrará a presença de Deus. Coloque-a no lugar que você preparou, perto da Bíblia.

3. Aquecimento psicomotor

Associação ao tema

Agora, depois de experimentar este breve mas intenso momento de oração, convido-o a pensar na palavra mudança. O que isso significa para você? Escreva seus pensamentos sobre isso (CE 7). No grupo, compartilhe o que você pensou em voz alta.

Caminhada

Música: 47 Relaxamento 02

Agora começaremos a encontrar a Palavra com todo nosso ser, nos predispondo para este encontro com toda a nossa humanidade e, portanto, também com nosso corpo. Nós somos corpo também. Comecemos pelo corpo porque isso nos permite conhecer nossas emoções, os outros e a Palavra.

Convido você a se levantar e começar uma caminhada meditativa. Uma caminhada lenta, seguindo a música, seguindo o sentido do círculo; uma caminhada onde você pode começar a ouvir seu próprio corpo (…). Não considere o seu caminhar uma coisa óbvia, mas ouça o seu passo, a articulação das pernas, sintonizando  sua caminhada a sua respiração. Respire à procura de paz, de um momento introspectivo… assim a respiração se alonga, se relaxa, se suaviza (…).

Ouça, neste momento, também a experiência deste dia, feita de tantos momentos, tantos estímulos, tantos encontros; escute também as emoções que a acompanham. Ouça a emoção que prevalece agora dentro de você. Neste momento eu me sinto… Tente dar um nome a essa emoção e com liberdade expresse-a em voz alta (…).

Agora coloque sua mão em seu coração, sentindo o Espírito Santo abraçando sua alma dentro de você. O Espírito Santo – Deus em você; perceba-o como Aquele que é a novidade de vida, Espírito criador e renovador, que faz você renascer a uma nova vida… Expresse a emoção que sente pensando-se Templo do Espírito (…).

E agora o convido a olhar para o espaço ao seu redor. O ambiente que o hospeda, que lhe é familiar, olhe-o com gratidão por ser o espaço, hoje, de seu encontro com o Senhor. Tome consciência de todos os detalhes. Permita que em você nasça a gratidão por este dom tão grande (…).

Convido você a tentar caminhar rompendo a dimensão do círculo e tomando outras dimensões, cobrindo todo o espaço disponível, usando deste ambiente, lugar de encontro que lhe é oferecido (…).

Se você estiver em grupo com outras pessoas, através de um olhar, um gesto, um sorriso, entre em contato com elas, reconhecendo a presença concedida por cada uma delas neste espaço (…).

Barômetro

Agora pegue o diagrama na p. 8 do caderno. É desenhada uma linha, representando simbolicamente seu desejo de autenticidade. Convido você a olhar para dentro de si mesmo e se perguntar se está feliz com o que é ou sente necessidade de mudar, tornar-se mais autêntico, mais verdadeiro, mais “você”. Na vida, o que você mostra? Você ou uma máscara de você?

A linha tem dois extremos. Uma, representa o QUERER PERMANECER ASSIM COMO EU SOU. Outra, o QUERER MUDAR TOTALMENTE. Convido-o a desenhar você mesmo nessa linha, em um ponto mais próximo ou mais distante dos extremos, com base no que você sente e deseja neste momento. Eu só lembro que você não pode se colocar no centro, mas tem que ficar de um lado ou do outro. Depois de se posicionar, escreva em seu caderno porque você se colocou nesse ponto.

4. Emersão da necessidade – desejo

Agora convido-o a fechar os olhos e pensar em sua vida. O que você desejaria, profundamente, mudar? E do que precisa para que esta mudança aconteça? Eu convido você a expressar sua necessidade ou desejo em voz alta, se você estiver em um grupo, ou escrevê-lo (CE 9). Associe a seu desejo uma emoção ou uma palavra.



segunda FASE:
ENCONTRO COM A PA
LAVRA

PARTE 1: autenticidade e falsidade

1. Introdução

A parte inicial serviu para olhar para dentro de você e compreender sua necessidade com relação à sua autenticidade. Agora a Palavra vem ao encontro dos seus desejos e necessidades… Ouviremos, então, a história de um homem que, a partir de um encontro, de um relacionamento especial, encontra a inspiração para mudar…

2. A história de Zaqueu – 1ª parte

Na experiência individual, olhe a primeira parte do vídeo de Zaqueu (disponível no site). Na experiência em grupo, Zaqueu é interpretado pelo facilitador (ver anexo no final).

3. Espelhos

Zaqueu se apresentou: ele é um homem com sua história, suas dúvidas, seus desejos, sua experiência… Agora eu convido você a se tornar um “espelho” dele: tente expressar o que emerge da cena que você viu: quais emoções, sentimentos, qual “clima” transmite… mas convido a fazê-lo sem “filtrar” com sua racionalidade, simplesmente “verbalizando” o que você percebeu (CE 10).

4. Entrevista ao personagem

Pode ser que, a partir da história que você ouviu e do que emergiu, surgiram dúvidas em sua mente. Convido-o, agora, a explicitá-los: quais curiosidades nascem diante do que Zaqueu disse? O que você gostaria de entender mais sobre ele, sua história, suas escolhas? Agora você pode fazer perguntas para Zaccheo, explícitas (pode escrevê-las, CE 11).

5. Desenho

Você entendeu que Zaqueu expressou uma luta interior, duas partes diferentes de si mesmo em contraste entre si, numa luta. Convido-o agora a pensar na sua vida: será que você também está, de alguma forma, vivenciando uma experiência semelhante? Será que uma luta está acontecendo dentro de você também? Convido-o a desenhar, em uma folha de papel (ou em CE 12), simbolicamente, essas duas partes de você, duas partes que têm algo a ver com as duas de Zaqueu… não necessariamente como as dele, mas duas partes que você sente em contraste entre si, ou completamente diferentes.

Música: 85 Triste 02

Se você concluiu, convido-o a olhar para estas partes que desenhou: tente expressar alguns pensamentos que nascem em seu coração a partir dessa experiência (CE 13).

PARTE 2: Sentindo-se aceito pelo que se é

1. A história de Zaqueu – 2ª parte

Esta luta interior de Zaqueu tem uma conclusão: a sabemos do Evangelho. Qual? Vamos tentar ver o final da história.

(Na experiência individual, veja a segunda parte do vídeo de Zaqueu. Na experiência em grupo, o facilitador volta no papel de Zaqueu).

2. Leitura dos vv. 1-4

Zaqueu decidiu ir ao encontro de Jesus:

Tendo entrado em Jericó, Jesus estava passando pela cidade. Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos publicanos e muito rico. Ele procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causada multidão, pois era baixinho. Então ele correu à frente e subiu numa árvore para ver Jesus, que devia passar por ali.

3. Torne-se Zaqueu com a imaginação

Música: 73 Serena Doce 05

Agora convido-o a fechar os olhos e reviver a experiência dele: agora você não será mais você, mas se tornará Zaqueu, com sua imaginação (…).

Você acabou de decidir em seu coração ir conhecer esse Jesus, que tanto o incomodou, que fez acordar tantas coisas que estavam “dormindo” em você… Corra para a rua principal de Jericó, você sabe que Jesus passará por ali. Comece já a ver a multidão, sempre mais numerosa… você tenta passar mas não consegue, ninguém cuida de você, nem percebe que você está aí, quem você é… Então, como pode fazer? Como poder ver, como encontrar Jesus? Você olha ao ser redor… e vê que há algumas crianças que, tranquilas, sobem nas árvores… Ideia! Eis o que você fará, você também subirá em uma árvore! Tão pequeno quanto as crianças, você não terá nenhuma dificuldade. E você agora está lá, debaixo daquele sicômoro …

4. Torne-se Zaqueu mesmo com o corpo

Agora, Zaqueu, eu convido você a subir nesse sicômoro … não só com sua imaginação, mas também com seu corpo, e se colocar sobre a árvore na posição que você sente mais confortável e adequada para aguardar a passagem de Jesus (…).

Da posição em que você está, mesmo com o corpo, responda internamente a estas perguntas:

– “Zaqueu, por que você está na árvore?”

– “Jesus está chegando, o que você está sentindo?”

– “O que você sente nessa espera?”

– “O que você acha que ele vai fazer com você?”

– “O que você gostaria de dizer-lhe, agora?”.

Agora saia da posição corpórea que assumiu, como se estivesse saindo momentaneamente de um filme, e escreva suas respostas (CE 14-15).

5. O encontro com Jesus

Agora, Zaqueu, convido-o novamente a fechar os olhos e a se colocar de volta na posição que você tinha antes. Você está na árvore, esperando que Jesus passe, com todos aqueles pensamentos, sentimentos e emoções que você ouviu dentro de você. Agora olhe, Jesus está vindo, você o vê a distância, e você vê a multidão exultando… está se aproximando, seu coração bate forte, você começa a ter medo que ele possa notar você, lá, escondido nos galhos… Agora é mesmo abaixo de você… e ele olha para cima… ele olha para você… e lhe diz:

Zaqueu!”

Ouça! Ele o chamou pelo nome… ele sabe seu nome! O que você sente agora? (…)

Não só ele sabe o seu nome, mas ele também diz: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa“. Você ouviu? Jesus falou mesmo: “Eu devo ficar na tua casa“… O que você sente?

Agora abra os olhos novamente, como se estivesse saindo do filme por um momento, e escreva seus sentimentos e pensamentos (CE 16).

Agora você pode voltar a ser você mesmo e continuar ouvindo a continuação da história.

PARTE 3: Um novo relacionamento,
mais autêntico e em paz com os outros

1. Leitura dos vv. 6-10

Ele desceu depressa, e o recebeu com alegria. Ao verem isso, todos começaram a murmurar, dizendo “Foi hospedar-se na casa de um pecador!”

Zaqueu, após este encontro, volta para sua casa cheio de alegria: a alegria de ter sido aceito, aceito pelo que é… enquanto para outros continua a ser simplesmente “um pecador”…

Ele, que foi recebido incondicionalmente, agora recebe Jesus em sua casa: e o ingresso desse homem no interior da casa dele torna-se um impulso decisivo para fazer emergir o positivo de si mesmo. Assim, Zaqueu encontra a força para mudar e voltar a viver na verdade:

Zaqueu pôs-se de pé, e disse ao Senhor: “Senhor, a metade dos meus bens darei aos pobres, e se prejudiquei alguém, vou devolver quatro vezes mais”. Jesus lhe disse: “Hoje aconteceu a salvação para esta casa, porque também este é um filho de Abraão. Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.

Zaqueu se reconhece na verdade, e Jesus o ajuda a enxergar ainda mais para dentro de si, em seu mais profundo mistério: “Filho de Abraão”… Ele lhe devolve a maior dignidade, a de pertencer: a salvação é viver na verdade de si mesmo redescobrindo a relação de filiação com Deus e de fraternidade com os outros.

2. Esquematização da cena

Agora queremos apresentar aqui esse momento muito importante para a vida de Zaqueu e também para todos aqueles que viviam em um relacionamento com ele.

Esquematizamos as pessoas na mesa da casa de Zaqueu naquela ocasião; imaginamo-as no momento em que ele pronunciou as palavras de promessa a Jesus, e imaginamos que cada uma delas viva seu próprio modo de perceber o que está acontecendo:

–     Jesus (pano vermelho) na cabeceira da mesa

–     Zaqueu (pano escuro e pano claro juntos) ao lado de Jesus, com a parte clara que agora cobre a escura, porque a autenticidade prevalece

–     a esposa de Zaqueu (pano rosa): ela sempre esperou que Zaqueu voltasse a ser o homem bom que ela conhecera, e agora ela escuta isso

–     o filho de Zaqueu (pano roxo claro): um menino ligado aos seus privilégios de ricos, privilégios em que fundou toda a sua vida e suas amizades

–     um amigo de Zaqueu (pano roxo escuro): ele é cético em relação a sua mudança, não acredita

–     um discípulo de Jesus (pano azul), perto de Jesus, que olha para Ele, o Mestre, para aprender

–     uma pessoa da multidão (pano marrom): olha para esta cena da janela e julga Jesus…

–     da outra janela, um pobre (pano verde), empobrecido porque foi taxado de impostos enormes por Zaqueu.

Veja o esquema na página seguinte: se o ajudar, você pode colorir as personagens da cor correspondente.



3. Escolha da personagem que ressoa mais

Convido você, agora, a olhar e imaginar cada uma dessas personagens, tentando perceber como cada uma está se sentindo, o que estão dizendo umas às outras, quais emoções e sentimentos prevalecem em cada uma delas …

Lentamente, deixe uma delas chamar mais sua atenção, intrigá-lo, dizer-lhe algo novo… marque com um lápis esta personagem que agora está falando a você de uma maneira particular.

4. Inversão de papel com a personagem escolhida

Agora convido-o a fechar os olhos e, quando os abrir novamente, você não será mais si mesmo, mas essa personagem (…).

Conte, agora, quem você é e o que está experimentando, e como se sente neste momento na cena (CE 17).

Quando tiver terminado, feche os olhos e reabra-os, voltando a ser você mesmo.

5. A mensagem de Zaqueu às outras personagens

Agora convido-o de novo a fechar os olhos, e desta vez, quando você os abrir novamente, você não será mais você mesmo, mas você se tornará Zaqueu novamente (…).

Esta noite terminou e todas as pessoas do banquete estão saindo. Agora você tem que se despedir delas. Convido-o a dar uma mensagem a cada uma das pessoas que compartilharam com você este momento muito importante da sua vida (CE 18-19).

6. Solilóquio final de Zaqueu

Agora, Zaqueu, eu convido você a resumir dentro de você tudo o que você experimentou… tente expressar tudo que você sente… pensa… deseja… depois de ter vivido este dia fantástico. Não precisa fazer um discurso lógico, mas expresse seus pensamentos, suas emoções à medida que vêm à sua mente (CE 20-21).

Quando terminar, feche os olhos e reabra-os, voltando a ser si mesmo.

7. Espelhamento: imaginação facilitada[2]

Música: 72 Serena Doce 04

Gostaria de convidá-lo a escolher uma posição, sentada ou deitada, que o ajude a permanecer “relaxado” e “imobilizado”. É aconselhável que a coluna esteja na posição vertical e que os membros não estejam cruzados. Feche seus olhos, ou abaixe seu olhar se isso o incomoda, e permaneça em silêncio.

Comece a respirar um pouco mais profundo, sem forçar; sinta o ar que entra pelas narinas, expandindo a caixa torácica e saindo mais quente pela boca. Pelo menos por 3-4 ciclos. Com cada expiração deixe que vá embora tensões… preocupações… pensamentos… negatividade… (…) Com cada inspiração, você sente que o ar entra em você, principal elemento para a vida…; “Ruah”, o Espírito da Vida; Espírito divino.

Com cada expiração, entre cada vez mais dentro de você… vá em direção ao centro, ao seu próprio coração… em sua alma… lá onde o Espírito Santo abraça sua alma… na fonte do Amor em você… no lugar da Verdade de você mesma, de você mesmo.

Neste lugar da Verdade, medite interiormente o que viveu. Repense em Zaqueu, em seus sofrimentos no relacionamento com seus amigos, que o condicionaram na vida … que obscureceram a parte mais autêntica de si… e como a acolhida incondicional de Jesus o fez voltar a ser si mesmo…

Olhe para dentro desta cena e deixe-se tocar por aquelas palavras ou por aquelas imagens que mais mexem com você…

Agora, concentrando-se sobre si e sua vida, deixe que de dentro de você possam surgir uma ou mais imagens… pode ser uma imagem relacionada a um fato da sua vida ou simplesmente da imaginação, uma imagem simbólica; espere sem pressa, não a julgue, mas acolhê-a pelo que é e pela emoção que lhe transmite…

Quando colheu a imagem que mais ressoa em você… perceba a emoção que a acompanha e abra seus olhos.

8. Disegno

Música: 65 Serena Alegria 02

Desenhe (CE 22) a imagem que surgiu de você e escreva a emoção que lhe inspira. Dê um título a esta sua imagem interior.

TERCEIRA FASE:
ORAÇÃO CONCLUSIVA

1. Preparação do ambiente

Chegamos ao final de nossa percurso sobre a autenticidade, ajudados por Zaqueu. É hora de entregar tudo o que você experimentou ao Senhor, tentando resumir dentro de você a nova consciência que emergiu através do encontro experiencial com a Palavra.

Convido-o a colocar diante de si novamente a água na qual você acrescento a têmpera no início, e também a taça com água limpa… coloque, perto, também uma vela, que simbolicamente representa a presença do Espírito de Deus…

Juntamente com isso, coloque também uma imagem do rosto de Jesus, que o acolhe, como acolheu Zaqueu.

2. Símbolo vivenciado

Observando este símbolo de Jesus, que quer receber você assim como é, mesmo quando o sofrimento e as feridas da vida podem ter feito você feio, opaco… entregue-lhe, agora, o seu desenho, sua imagem da autenticidade, e expresse, com este gesto, o que você tem em seu coração: um obrigado ou uma oração, uma invocação …

3. Conclusão com o Pai Nosso

E para concluir, ofereça ao Pai aquela oração que o próprio Jesus nos confiou, para nos abandonarmos nas mãos amorosas dAquele que sempre nos acolhe incondicionalmente:

Pai nosso, que estais nos céus…


[1] Este encontro é livremente inspirado ao roteiro “Passare dalla stasi, alla crisi e al cambiamento” de G. Brichetti, em  www.bibliodrama.it.

[2]   As indicações gerais de imaginação facilitada são tiradas do livro Incontri esperienziali. pág. 80-81

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