O PAI MISERICORDIOSO (Lc 15,11-32)

  • INTRODUÇÃO E AQUECIMENTO:

  Acolhida dos participantes e apresentações
–     Acolhida
–     Apresentação pessoal e da Semente Viva
–     Tema: misericordia.
–     Método e regras de participação

Relação com o Espirito Santo 
–     Vela no meio. Convite a se relacionar com o Espírito que está já dentro de nós e ao nosso redor.
–     Glória para concluir

Criar relações no grupo
–     Apresentar-se com uma metáfora, imagem, cor de como eu me sinto diante deste caminho que estamos começando sobre a misericórdia.

Caminhada – encontro
 –     Caminhada: percepção do corpo – do respiro /Ruah – do meu viver – da emoção prevalente –  do ambiente…
–     Encontro: encontra o outro templo de Deus, olhar para o outro, fazer um gesto de acolhida. Emoção diante deste encontro                        (50 – Relax 05)

Simbolo vivenciado: o pano se torna a Misericordia
–     Cada um pega um pano, que representa a misericordia de Deus para comigo. Caminhar usando livremente deste pano.                                          (47 – Relax 02)
Encontrando – sendo tocado – sendo envolvido pela misericordia, me sinto…

Apresentação creativa do tema: escultura com os panos
–     Cada um, um por vez, cria no meio um simbolo da misericórdia, colocando em relação sociometrica um com o outro e expressando o que é, o que fala sobre a misericórdia, porque o coloca aí e a emoção em fazer esta escultura.

No final:
–     pedir uma emoção
–     pedir para dar um título
–     Entrar dentro dessa misericórdia fazendo uma estátua        (82 – Ternura serena 01)
–     Fechar os olhos
–     Tocar no ombro – expressar como se sente.

Expressão dos desejos
–     Diante da minha experiência de misericórdia, para crescer, para vivenciar melhor, para acolher a misericórdia, eu preciso de…”

Conclusão do símbolo vivenciado
–     Cada um sai, retira seu pano e se despede dele com uma palavra ou gesto

  • ENCONTRO COM A PALAVRA

Leitura e comentario
“Um homem tinha dois filhos.
Misericordia de Pai que vê o outro como filho…
Filhos diferentes (mais novo, mais velho…): não precisa você ser igual ao outro, fazer como faz o outro… Filhos de idade, caraterísticas, dons e limites diferentes…

O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá- me a parte da herança que me cabe’.
Porque quer isso?
Porque deseja ver logo concretizados seus direitos?
Diante do outro, diante do irmão “mais velho” ou seja aquele que sabe mais, que faz mais, que parece recebe mais… precisa de reclamar meus direitos.
É um grito que sai do coração dele: “Eu tenho direitos. Eu sou gente…”
O que você pretende para verificar seus direitos? Para se sentir protagonista da sua vida?

E o pai dividiu os bens entre eles.
O pai acolhe as nossas pretenções, nos deixa totalmente livre, respeita nossas escolhas… sabe esperar… tem paciencia comigo.
Mas é justo: dividiu os bens entre eles. Não dá só ao filho menor, mas também ao maior.

Símbolo vivenciado: a herança’
–     O facilitador entra no papel do pai e entrega para cada um um pano. Os panos se tornam saquinhos da herança do pai para cada um. Cada um é convidado a pegar na mão este saquinho e dar um nome, em segredo, do que é pra ele a  herança do Pai. Expressar uma emoção diante disso.                            (34 – Meditativa 02)

Inversão de papéis: Todo mundo se torna o filho menor também com o corpo’
–     Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante.
–     Este filho deseja ser reconhecido. Quer criar uma vida nova. Quer ser o protagonista da sua vida.
–     No centro está seu EU, está de costas para o pai…
–     Todos são convidados a se tornar o filho menor (feche os olhos e aos três você serã o filho menor e começãrá a caminhar nesta sala como se fosse o filho que sai da casa paterna. 1 2 3)

Caminhada
–     Enquanto todos caminham, o facilitador da voz aos pensamentos do filho menor, e convida os participantes a continuar.                   (07 – Ansia confusão)  
–     Parar. E ler:  E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada.
–     Riquezas (pano dourado)… Prostitutas (pano rosa fucsia)…

Simbolo vivenciado – a herança’

–     Quando tinha esbanjado tudo o que possuía, chegou uma grande fome àquela região, e ele começou a passar necessidade.               (33 – Meditativa 01)                   
–     Todo mundo volta a ser si mesmo.
–     Pegue na mão este seu saquinho, a sua herança. Onde você esbanjou ela?
–     Deixa ela no chão e dá um nome, no segredo.
–     Como se sente repensando a isso?

Espelhamento  com caminhada meditativa’

–     Ele começou a passar necessidade.                 (33 – Meditativa 01)
–     Já aconteceu comigo que me encontrei necessitando algo?… Longe de Deus… Do quê nós precisávamos? De que eu precisava?
–     Partilha: Eu precisava de….
–     Então, foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu sítio cuidar dos porcos. Ele queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.
Procurando se salvar sozinho, se acaba caindo ainda mais no fundo…
Deixou o pai, os campos do pai… e encontrou um patrão (pano prata). Que ao invéz de enviá-lo nos campos para fazer crescer comida, grão, verdura… o manda guardar os porcos (pano cor de rosa)…
–     Eis o que acontece… Deus através da realidade nos restitui nossa miséria…

Estátua corpórea:
–     Assumir a posição da dificuldade’Pensamos no momento em que nós experimentamos a maior dificuldade e mostramos isso assumindo uma posição que mostra esta situação        (86 – Triste 03)
–     O facilitador fala que agora ele passará tocando no ombro de cada um deles e cada um, se quiser, pode expressar a emoção que está experimentando. 

A caminhada de volta’
–     O facilitador continua lendo:
Então caiu em si e disse: “Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome”.
Para tornar em si mesmos precisa escutar-se interiormente, escutar nossa alma…
Aquele filho, que pensava bastar a si mesmo, se lembra de ter um pai. Lembra que precisa ser filho.
Vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti;
já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. Então ele partiu e voltou para seu pai.
Na necessidade, quando a tempestade passou… encontramos o estímulo para voltar-nos  a Deus. Ele nos encontra mesmo nas nossas necessidades, nas nossas fragilidades, fraquezas. Para Ele, estas ocasiões não são para nos julgar, mas para nos encontrar, para nos amar, para nos perdoar… para entrar num relacionamento íntimo e amoroso com nós.

Podemos também nós levantar e viver esta caminhadapensando de voltar,  de ir ao encontro da salvação…  (convidar a continuar alguns segundos caminhando em silêncio… o que estou provando agora, nesse retorno? Depois parar, ficando de pé) (79 – Ternura Amor 02)

Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e foi tomado de compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos.
Vê porque ele é importante para ele, ele toma cuidado com os que estão longe, longe dEle, longe da Igreja…
É Ele que dá o primeiro passo ao seu encontro, e correndo…
Não confessamos ainda… e Ele já nos perdoou. Ele já morreu por nós.
Compaixão…
Leva ele à sua boca porque para ele é sagrado e completamente amável…

O facilitador interpreta o servo
–     O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.
–     Sentindo-se acolhido totalmente e sem condições… abre o coração dele expressando a verdade de si mesmo…

–     Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. Colocai-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés
–     O Pai não se importa com aquilo que ele fala, mas logo da uma ordem,  porque ali perto está u m servo (pano azul) que sempre foi fiel ao Pai e com ele esperava para a volta do filho.
–     (O facilitador se coloca no lugar do servo que entrega a tunica. Se pede para ficar na emoção que da esta tunica nova)         (80 – Ternura amor 03)

Símbolo vivenciado: a túnica do filho
–     Deixar um tempo para eles ficarem com esta túnica, sentando na cadeira ou no chao numa posição que eles preferem.               (69 – Serena dolce 01)
–     Depois pedir para se despedir da túnica, entregando ao Pai, dando uma mensagem à túnica.

O banquete
–     Mas o pai não só deu a túnica nova mas também pediu para fazer uma festa para ele.
–     O Pai que te deu a tunica nova quer fazer festa contigo

Trazei um novilho gordo e matai-o, para comermos e festejarmos. Pois este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’.
E começaram a festa.

Esquematização do banquete
Personagens:
–     o filho jovem (roxo)
–     o pai (vermelho)
–     o servo (azul)
–     o novilho gordo (marrom)
–     uma prostituta que foi “usada” pelo filho jovem (cor fuxia)
–     o dono dos porcos (prata)
–     1 porco (cor de rosa)
–     O filho maior que não está à festa

Dramatização do filho mais novo dando uma mensagem às outras personagens
–     Convida-se 3 pessoas de entrar no papel do filho e dar uma mensagem às outras personagens.

Partiha de reflexões
–     Que tudo isso falou para minha vida?

Imaginação facilitada’
–     “Agora, Repensando nesta cena, neste amor – perdão misericordioso… penso na minha necessidade inicial, na minha vida e na minha relação com Deus e com os outros e deixo que uma imagem sai do meu coração..”           (72 – Serena dolce 04)

Desenho da imagem
–     Partilha dos desenhos e dos titulos

  • ORAÇÃO CONCLUSIVA

Orações espontâneas
–     Orações simples 
–     Concluir com a oração do Pai nosso – meditada  

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