A experiência de ser filhos

a experiência de SER fiLHOS

A necessidade de se sentir amado

MATERIAIS[1]

Antes de seguir este caminho, peço-lhe para procurar este material, que será usado aos poucos, quando serão propostas algumas dinâmicas:

–     a Bíblia e uma vela (que você acenderá na hora certa) a ser colocadas em um lugar bem preparado

–     várias fotos para a fotolinguagem

–     folhas e canetas e/ou canetinhas

–     pequenas folhas

–     lápis de cor ou giz de cera

–     panos coloridos (estampado, vermelho, roxo claro, roxo escuro, azul claro, verde, marrom, prata, fúcsia, cinza, rosa, dourado + 1 por participante – os primeiros não podem ser usados)

–     Na experiência pessoal: o pano azul deve ser colocado, antes do encontro, de um lado e, sobre ele, bem dobrado, coloque o pano dourado.

–     cesto de lixo

–     CD das músicas emocionais.

PRIMEIRA FASE:
INTRODUÇÃO E AQUECIMENTO

1. Acolher e acolher-se

Estamos iniciando nosso terceiro encontro e certamente sentimos o desejo de viver plenamente esta última experiência desta Segunda Etapa do Caminho de cura interior, através do Bibliodrama e do encontro experiencial com a Palavra que mais uma vez lhe oferecerá.

Convido-o a se colocar diante deste novo encontro livre, livre de preconceitos e prejuizos, livre de julgamentos, seja que for sobre si mesmo ou sobre os outros… Você está aqui para crescer e ninguém quer que você seja perfeito, ou melhor, ou já “chegado”. Estamos em um caminho… um caminho que vivemos em três etapas mas que continuará por todo o resto da vida.

Convido-o a viver um momento de silêncio, e em seu coração a repensar no último encontro que viveu. Que emoção você sente? Qual foi o passo mais importante que você deu? Que grande desejo fez nascer em você? Anote isso na página 41.

2. Relação com o Espírito Santo

Eu o convido, mais uma vez, a entrar num relacionamento com o Espírito Santo. Convido você a fazer isso acendendo a vela e colocando-a na sua frente, no meio.

Observe esta chama, o calor que ela dá… o calor indica carinho, abraço, acolhida… O Espírito Santo, hoje, quer que você viva a experiência desse calor, desse abraço. Ele quer fazer-lhe sentir o abraço do Pai.

Feche os olhos por um momento e concentre-se em encontrar o Espírito Santo dentro de você. Ele vive em você, você o recebeu no dia do seu batismo, e ele sempre quis fazer-lhe sentir esse abraço de Deus, mas muitas vezes você não se voltou para Ele. Volte-se agora para Ele em silêncio, dentro de você. Diga a ele o quanto você quer receber esse amor do Pai… Deixe que ele fale com você, diga algo no início desta vivência. Deixe-se envolver por Ele…

E agora dê voz ao louvor que flui de você dizendo Gloria à Trindade: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio e agora e sempre. Amém.

Coloque a vela acesa no lugar que preparou, perto da Bíblia.

3. Aquecimento psicomotor

Caminhada

Música: 82 Ternura Serena 01

Agora mais uma vez nos preparamos para viver este encontro com toda nossa humanidade e, portanto, também com nosso corpo, que nos permite encontrar as nossas emoções, os outros e a Palavra.

Convido, então, você a se levantar e começar uma caminhada meditativa. Uma caminhada lenta, seguindo a música, seguindo o sentido do círculo; uma caminhada onde você pode começar a ouvir seu próprio corpo (…). Não considere o seu caminhar uma coisa óbvia, mas ouça o seu passo, a articulação das pernas, sintonizando sua caminhada a sua respiração. Respire à procura de paz, de um momento introspectivo… assim a respiração se alonga, se relaxa, se suaviza (…).

Ouça, neste momento, também a experiência deste dia, feita de tantos momentos, tantos estímulos, tantos encontros; escute também as emoções que a acompanham. Ouça a emoção que prevalece agora dentro de você. Neste momento eu me sinto… Tente dar um nome a essa emoção e com liberdade, se estiver com outros, expresse-a em voz alta (…).

Agora coloque sua mão em seu coração, sentindo o Espírito Santo abraçando sua alma dentro de você. O Espírito Santo – Deus em você; perceba-o como Aquele que é a novidade de vida, Espírito criador e renovador, que faz você renascer a uma nova vida… Expresse a emoção que sente pensando-se Templo do Espírito (…).

E agora o convido a olhar para o espaço ao seu redor. O ambiente que o hospeda, que lhe é familiar, olhe-o com gratidão por ser o espaço, hoje, de seu encontro com o Senhor. Tome consciência de todos os detalhes. Permita que em você nasça a gratidão por este dom tão grande (…).

Convido você a tentar caminhar rompendo a dimensão do círculo e tomando outras dimensões, cobrindo todo o espaço disponível, usando deste ambiente, lugar de encontro que lhe é oferecido (…).

Se você estiver em grupo com outras pessoas, através de um olhar, um gesto, um sorriso, entre em contato com elas, reconhecendo a presença concedida por cada uma delas neste espaço (…).

4. Sensibilização sobre o tema

Apresentação com associação ao tema

Convido-o agora a parar e pensar sobre o tema de hoje: “a necessidade de sentir-se amado”. Convido-o a encontrar em você uma imagem, metáfora, símbolo… que diz algo sobre você quando você se sente amado. Se você estiver em um grupo, você também pode repetir o seu nome para todos: “Eu sou… e quando me sinto amado, me sinto como… sou como…”. Escreva esta imagem/palavra na página 42 do caderno.

Barômetro sobre o assunto

Depois de encontrar a imagem, convido-o a se perguntar se hoje você realmente se sente amado, se sente que está recebendo amor, dos outros, do mundo, da própria vida… de Deus. Pegue então o esquema na página 43 do caderno. Vê uma linha na sua frente, que representa a medida do seu sentir-se amado hoje. Olhe para dentro de si mesmo, repensando em sua vida, em seus relacionamentos cotidianos, e pergunte-se como e onde você se encontra neste.

A linha tem dois extremos. De um lado, indica que  SINTO-ME AMADO TOTALMENTE. No outro lado, indica que NÃO ME SINTO AMADO POR NADA. Eu o convido a desenhar si mesmo dentro dessa linha, em um ponto mais próximo ou mais distante dos extremos, com base no que você acha estar vivendo neste momento. Lembro para você que não pode se colocar no centro, mas tem que ficar de um lado ou do outro. Depois de se posicionar, escreva o porquê no seu caderno.

4. Emersão da necessidade – desejo

Agora convido você a fechar os olhos e a se perguntar: por que não me sinto totalmente amado? O que me falta para sê-lo? Por quem gostaria de me sentir amado? Convido você a expressar sua necessidade ou desejo em voz alta, se você estiver no grupo, com uma palavra ou a escrevê-los (CE 44). Associe a isso uma emoção ou uma palavra.



SEGUNDA FASE:
ENCONTRO COM A PALAVRA

Introdução

Com esse nosso desejo – necessidade, agora acolhamos a Palavra, que vem ao nosso encontro para nos dar luz. Hoje uma história nos guiará, a história de uma família.

Esquematização: um pai com dois filhos

“Um homem tinha dois filhos.”

Esta história começa assim. Fala-se de um homem, que é pai (coloque um pano vermelho) e que tinha dois filhos: um filho mais velho (pano roxo escuro) e um filho mais novo (pano roxo claro). Uma família. Relações familiares: pai-filho, irmãos.

pai
filho
mais velho
filho
mais novo



Leitura com comentário

O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá- me a parte da herança que me cabe’.

Nesta família, que poderia ser um modelo de relacionamentos verdadeiros, há um filho que, na realidade, quer fechar o relacionamento com seu pai. Ele quer ser independente, fazer de sua cabeça; não só isso, mas também exige o que na realidade não poderia. O que ele faz, pedindo a herança antes da morte, é dar uma mensagem escondida ao pai: “Para mim você não existe mais, você já está falecido. Eu não quero ter mais nada com você ”.

E o pai dividiu os bens entre eles.

O pai, diante disso, deixa seu filho completamente livre. Respeita suas escolhas… sabe esperar… e dá. Para o filho mais novo, mas também para o filho mais velho. Ele já dá tudo também para seu filho mais velho, é um pai justo …

Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante.

Recolheu suas coisas … suas coisas pessoais e aquelas que ele acumulou, mas das quais ainda não tinha o direito: a herança. Mas tudo agora considera seu. O que esse jovem pensava, o que ele vivia enquanto preparava o saco, a mochila para sair?

Símbolo vivenciado: minha mochila…

Música: 55 Relaxamento Água Serena

Convido-o agora a pegar um pano, que hoje se torna para você um símbolo da mochila, da “bolsa” em que o filho mais novo recolheu todos os seus pertences. Em algumas folhas pequena, o convido a escrever as coisas que você tem. Uma por folha. As coisas que você sempre carrega consigo, as coisas que você sente suas… aquelas que você recebeu, mas também aquelas que não pertencem a você pessoalmente, mas que você sente suas: os amigos, a natureza, a vida… Encha sua mochila também você, junte todas as suas coisas…

Leitura com comentário e inversão de papéis

… juntou o que era seu e partiu para um lugar distante.

Para sair, vira as costas para o seu pai… e sai. Quer quebrar todos os laços, permanecer independente, fazer o que quer… buscar sozinho sua realização, seu futuro…

Convido-o agora a fechar os olhos e, reabrindo-os, você não será mais si mesmo, mas se tornará o filho mais novo, que pega suas coisas e vai embora, virando as costas para o pai.

Música: 07 Ânsia Confusão

Agora levante-se, pegue suas coisas e… vá. E enquanto você estiver saindo da casa de seu pai, escute seus pensamentos: “Agora estou finalmente livre! Não quero nunca mais voltar para esta casa! Chega com o trabalho nos campos! Eu quero aproveitar a vida! Sou eu quem sabe o que é bom para mim! Agora poderei finalmente fazer o que quero! Finalmente tenho minha vida em minhas mãos!”

Pensamentos e sentimentos nascem em seu coração enquanto a casa que já foi sua está ficando a cada vez mais distante de você. Ouça-os e deixe-se emocionar por eles (CE 46).

Na experiência do grupo: Expresse em voz alta os pensamentos e sentimentos que sente deixando o lar paterno (remova os panos, deixando apenas o do filho mais novo no centro).

Agora você pode parar, fechar os olhos e voltar a ser si mesmo.

Símbolo vivenciado

E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada.

Pode ser que você também, em algum momento de sua vida, tenha desperdiçado suas substâncias, suas posses, o que você tinha. Você não deu a importância que elas mereciam … Presentes materiais, mas também dons espirituais, relacionamentos, amizades… Tudo o que você colocou em sua mochila… Convido-o, agora, a fazer um gesto… pegue o lixeira, e jogue o conteúdo da sua bolsa dentro. É a experiência do filho menor: jogar fora o que ele tem, o que possui… Enquanto faz isso, expresse a emoção que sente com uma palavra (CE 47).

Caminhada meditativa de espelhamento

Música: 33 Meditativa 01

Quando tinha esbanjado tudo o que possuía, chegou uma grande fome àquela região, e ele começou a passar necessidade.

Convido-o, agora, a andar livremente pela sala e a pensar na sua vida. Talvez você também, uma vez que jogou fora o que tinha de importante, precioso, tenha se encontrado em necessidade… longe de Deus… longe dos irmãos… sozinho… Quando você se achou assim, do que você precisava? Responda em seu coração: “Eu precisava de…” (CE 48).

Narração com comentários

Então, foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu sítio cuidar dos porcos. Ele queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.

Nossas tentativas desajeitadas de nos salvarmos sozinhos às vezes produzem o efeito oposto: nos levam ainda mais para baixo… e Deus, através da realidade, permite experimentarmos nossa miséria. Começamos a comprender que sozinhos, com a nossa própria força, não chegamos a lugar algum, pelo contrário… e tudo se torna cada vez mais difícil. A vida se torna uma luta, nos sentimos perdendo a nossa dignidade… Você pensou em encontrar a liberdade, deixando os campos do pai, e se encontra pastando os porcos de um dono…

Então caiu em si

Para voltar em nós mesmos , para olhar além … o Senhor permite tocarmos o fundo…

Estátua corpórea

Música: 86 Triste 03

Agora, repense nesse fato, quando você também sentiu que tocou o fundo… que não tinha mais nada a perder… que nada fazia sentido… Convido-o, agora, a expressar, através do seu corpo, na liberdade, este momento da sua vida…

Dê um nome à emoção que sente neste momento…

Inversão do papel: o retorno do filho para casa

Então caiu em si e disse: “Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti;já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. Então ele partiu e voltou para seu pai.

Tocando o fundo… encontramos a verdade de nós. Nós não somos autosuficientes para nós mesmos: somos carentes. Precisamos de alguém para nos salvar… Então, precisando, encontramos o incentivo para voltar para Deus. Ele se faz encontrar mesmo em nossas necessidades, em nossas fragilidades: estas não são, para Ele, oportunidades para nos julgar ou condenar, mas para ir ao nosso encontro, nos amar, nos perdoar, entrar em um relacionamento íntimo e amoroso conosco…

Agora convido-o a se levantar novamente, saindo da posição que assumiu, revivendo a experiência do filho que se levanta e retoma a caminhada de volta. Feche os olhos, e quando você reabri-los-á, não será mais você mesmo, mas o filho que volta para casa…

Música: 79 Ternura Amor 02

Agora que você sentiu essa força interior, esse desejo, comece a caminhada de volta… escute seu passo, ouça seus pensamentos e sentimentos, enquanto você está voltando para aqueles que pode lhe dar de novo vida e dignidade… O que está sentindo agora, neste retorno? Quais pensamentos, sentimentos, emoções nascem? (CE 49)  

Agora feche os olhos e volte a ser você mesmo, reabrindo-os.

Esquematização: O encontro com o pai

Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e foi tomado de compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos.

Agora eu convido você a pegar de volta o tecido do pai e colocá-lo ao lado do pano do filho mais novo, simbolizando este encontro e este abraço. O pai o vê porque seus olhos estavam sempre virados para longe, esperando. O Pai sempre tem o olhar sobre quem está longe, em todos os sentidos… longe da igreja, longe dos outros, longe da vida verdadeira… mas assim que você acena de voltar é Ele quem dá o primeiro passo, e faz isso correndo… Emocionado, ele chora por você. Ele o abraça. Ele o beija.

Narração com comentário

O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.

Sentindo-se total e incondicionalmente acolhido, o filho abre o seu coração e expressa a verdade sobre si mesmo: eu não sou digno, eu sou pequeno, eu sou um pecador… e dizendo que ele não pode ser chamado de “teu filho”, na verdade reconhece seu ser filho… reconhece o pai… aquele pai que, para ele, já estava falecido…

Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. Colocai-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés

O pai, no entanto, nem o deixa sequer terminar. Para ele, é suficiente você ter voltado, lembrar-se de ser filho… E imediatamente ele se vira para os servos, dizendo: “Trazei depressa a melhor túnica“, a da festa, a das grandes ocasiões, dos eventos mais importantes. E podemos imaginar este servo fiel, aquele que esperou com o pai pelo retorno de seu filho, que corre, depressa… e entrega o vestido mais belo…

Símbolo vivenciado: o vestido mais belo

Música: 80 Ternura Amor 03

Convido-o, agora, a pegar o pano dourado que, desde o princípio, havia sido colocado ao lado… perto do tecido azul. Esse pano azul representa esse servo que lhe dá o vestido mais belo, por parte de seu pai. E o pano dourado é a túnica que o pai lhe dá… É o presente do Pai para você, agora…

Pegue este vestido, essa túnica… toque-a, use-a… sinta o amor do Pai para você, agora…

Viva alguns minutos de intimidade com este símbolo… Vestindo esta túnica, como você se sente? O que esta túnica significa para você, hoje? Que nome tem para você, hoje? E quem é esse servo que se tornou um instrumento para fazer você sentir o amor do Pai? (CE 50)

Quando você se sentir pronto, sabendo que sempre permanecerá com você, pode devolver este símbolo ao Pai. Ele não o tira de você, o vestido mais belo ele já lhe deu, está sempre com você… talvez, agora, você tenha se conscientizado disso através deste sinal que o ajudou. Mas você pode devolvê-lo, colocando-o perto do Pai e, se quiser, pode lhe dizer uma palavra.

Esquematização do banquete de festa

Trazei um novilho gordo e matai-o, para comermos e festejarmos. Pois este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.

O pai lhe dá não apenas o vestido mais belo, o anel e as sandálias… mas também prepara para você uma festa. Agora convido-o a esquematizar este banquete na sua frente.

Há uma mesa (pano estampado), onde é colocado o novilho gordo (pano marrom), que o Pai sacrificou por você… Para celebrar por você alguém deu vida, por você…

E em volta desta mesa, há o filho (pano roxo claro), que encontra sua verdadeira vida: ao lado dele seu pai (pano vermelho), perto de seu pai o servo fiel (pano azul), que esperou pacientemente com o pai o retorno do filho. Há também um amigo de infância (pano verde), aquele amigo que compartilhou muitos bons momentos com você naquela casa, e que agora está feliz em vê-lo novamente…

E nesse momento, outras personagens retornam na sua mente. Estão lá, não fisicamente, mas em seus pensamentos…

–     A herança (pano prata), o dinheiro em que ele colocou todas as suas seguranças e seu desejo de felicidade…

– Uma prostituta (pano fúcsia), aquela mulher que ele usou para seus prazeres…

–     O dono dos porcos (pano cinza), que o enviou para pastar os porcos, e naquele momento de forte necessidade lhe deu um emprego…

–     Um dos porcos (pano cor de rosa), com o qual ele lutou para conseguir comida…

–     O irmão mais velho (pano roxo escuro), que não está lá no momento, e ele não sabe o porquê… mas está presente em seu pensamento.

Herança Prostituta Amigo da infância Servo fiél e pronto para servir Dono
dos porcos
NA REALidade nos seus PENSamentos Porco Pai Novilho gordo Irmao mais velho Filho menor  

 


Dramatização com mensagem para os outros

Música: 78 Ternura Amor 01

Agora convido-o a se colocar de novo no papel do filho… O que o filho diz para essas personagens agora? Pegue agora seu caderno de espelhamento e anote o que é seu pensamento, como filho perdido e rencontrado, para cada uma dessas personagens, nas páginas 51 – 59.

Imaginação facilitada

Música: 69 Serena Dolce 01

Gostaria de convidá-lo a escolher uma posição, também deitado, se quiser, e fechar os olhos ou abaixar o olhar.

Convido-o a respirar um pouco mais profundo; com cada inspiração, sinta o ar bom que entra em você, espande seus pulmões; o ar, símbolo da vida, símbolo do Espírito Santo que quer preenchê-lo de amor, que quer lhe fazer perceber o amor. Com cada expiração deixe que vá embora tudo o que sente de negativo, de obstáculo, tudo o que faz nascer a dúvida sobre o amor de Deus para você… Toda preocupação, angústia, dificuldade, medo…

Com cada expiração, entre cada vez mais dentro de você… vá em direção ao centro interior..; em sua alma… lá onde mora o Espírito Santo que o abraça; olha para Ele, viva este contato pleno com o Espírito de Deus em Você…

Nesta relação, medite interiormente o que viveu. Repense na sua necessidade inicial, naquilo que sente como falta de amor em você… Repense na história vivida pelo filho mais novo… pense novamente em cada momento, sombrio e de alegria vivenciado…

Deixe que do seu coração possa surgir uma imagens que mostre como o Pai o ama… pode ser um fato da sua vida acontecido de verdade, ou uma imagem simbólica, uma paisagem da natureza… Talvez mais imagens saiam da sua mente; não as julgue nem as interprete, mas as acolha pelo que são e pela emoção que lhe transmitem… Deixe-se atrair por aquela que o emociona mais… Colha a emoção e abra de novo seus olhos.

Desenhe no seu caderno de espelhamento, na página 60, a imagem que emergiu de você sobre o amor do Pai.

TERCEIRA FASE:
oração CONCLUSiva

Ambientação

Tire da cena, agora, tudo o que usou e deixe apenas, na sua frente, o pano vermelho do Pai, e perto dele, uma vela acesa.

Oração do Pai nosso com ressonâncias

Agora convido-o a tomar o seu caderno de espelhamento novamente e seguir a oração do Pai nosso que lhe é proposta nas páginas 61-63. A cada frase do Pai nossos associe, escrevendo-as, as primeiras palavras que vêm à mente e que lembram do Pai.

No final, conclua com o sinal da cruz.



REALIZAÇÃO EN GRUPO[2]

1. INTRODUÇÃO E AQUECIMENTO

Acolhida dos participantes – Introdução
–   Acolhida e apresentação pessoal –   Apresentação do percurso geral e do tema de hoje (a necessidade de sentir-se amado). –   Método e regras de participação      Relação com o Spirito Santo
Estabelecer relações no grupo
–   Caminhada: percepção do corpo, pensamentos, sentimentos…
–   Caminhada/encontro: encontro o outro com um olhar, um gesto… sem palavras
Sensibilização sobre o tema
–   Apresentação com associação ao tema: “Eu sou… e quando me sinto amado me sinto como… sou como….”
–   Sociometria (Barômetro): Entre duas pontas (ME SINTO AMADO TOTALMENTE e NÃO ME SINTO AMADO POR NADA). Convite a se posicionar na linha baseando-se a como cada um se sente HOJE. Não se pode ficar no centro. –   Entrevistas e partilha.
Emersão do desejo – necessidade pessoal
“Para me sentir amado totalmente sinto a necessidade de… o desejo de…”

2. ENCONTRO COM A PALAVRA

Comunicação e aprofundamento
–   Esquematização da cena: o pai e os dois filhos
–   Narração com comentário dos vv. 12-13
Espelhamento
–   Símbolo vivenciado: minha mochila… (todos recebem um pano e folhas pequenas)
Comunicação e aprofundamento
–   Leitura do v. 13b
–   Todos se tornam ao mesmo tempo o filho que parte: convite a se levantar e caminhar, expressando em voz alta os pensamentos e os sentimentos do filho.
Espelhamento
–   Símbolo vivenciado: Os meus bens jogados no lixo. Todos vivem o gesto e expressam em voz alta a emoção.
–   Caminhada com perguntas interiores: minha necessidade longe de Deus, na solidão. Expressar em voz alta.
Comunicação e aprofundamento
–   Narração com comentario vv. 15-16 e depois 17.
–   Estátua corpórea: Assumir a posição que expressa o ter tocado o fundo. O facilitador passa e tocando o ombro de cada um convida a expressar uma palavra ou sentimento que associa ao momento.
–   Todos se tornam o filho que volta para casa: Todos desfazem a estátua corpórea e começam a volta no papel do filho, caminhando rumo à casa. Expressão dos sentimentos e pensamentos do filho.      No final todos voltam a serem si mesmos.
–   Esquematização do encontro entre o pai e o filho
Espelhamento
–   Símbolo vivenciado: o vestido mais lindo. O facilitador se coloca no papel do servo que entrega ao filho a túnica mais bela, dando-a a cada “filho” com alegria. –   Momento de intimidade pessoal com o sinal do amor do pai. . Depois cada um se despede do símbolo.

Comunicação e aprofundamento
–   Esquematização do banquete de festa
–   Dramatização do filho menor dando uma mensagem às outras personagens: quem quiser se coloca no papel do filho e dá uma mensagem às outras personagens.
Espelhamento
–   Imaginação facilitada: Fazer emergir uma imagem de como o Pai me ama.
–   Desenho da imagem.
–   Partilha do desenho, título, emoção.

3. ORAÇÃO CONCLUSIVA

Oração
–   Ambiente: vela acesa, pano vermelho do Pai –   Oração do Pai nosso com ressonâncias: o facilitador convida a rezar como explicado na página 93. E’ ele que pronuncia em voz alta as várias frases, deixando um tempo para que cada um possa associar uma palavra, cor, emoção…

[1] Este encontro é livremente inspirato pelo roteiro “Il Padre misericordioso  – Scaletta 2013” de G. Brichetti, em  www.bibliodrama.it.

[2] Lembre-se quanto escrito na Introdução, nas páginas 9-11.

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