JESUS DISSIPA NOSSOS MEDOS (Jo 20,19-31) (II DOM. T.P.)

1. INTRODUÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO

Acolhida dos participantes

–   Acolhida e introdução: “Ainda estamos na oitava da Páscoa e estamos comemorando o segundo domingo da Páscoa, o domingo da misericórdia”.

–   Tema: “Hoje o tema do nosso encontro será JESUS DISSIPA NOSSOS MEDOS”.

–  Método: “Não vamos apenas sentar e ouvir, mas viveremos este encontro com todos nós: não apenas a mente, mas sobretudo o coração, a imaginação, os sentimentos…”.

– Regras de participação: “Para viver este encontro, temos que aceitar algumas regras de grupo:

– Todos estarão livres para atuar as indicações, sem se sentir forçados ou condicionados por outros;

– Todo mundo fala em primeira pessoa, evitando responder aos outros ou criar discussões;

– Por outro lado, todos estão comprometidos em aceitar o que os outros dizem sem julgar, rir ou comentar;

– O que cada um, em liberdade, diz sobre si mesmo ou faz, deve ser mantido no coração de cada um, sem retomá-lo fora do encontro”.

Relacionamento com o Espírito Santo

–   O facilitador coloca uma vela acesa no centro: “Como sempre, começamos este momento diante da luz, símbolo do Ressuscitado, símbolo do Espírito Santo que nos permite acolher o Ressuscitado em nossas vidas, hoje. Cada pessoa, fechando os olhos, pode experimentar esse encontro com o Espírito Santo, que não está fora de nós, mas é um companheiro na estrada, um companheiro no caminho, um guia; é Ele quem habita nosso coração, nos consola e nos conduz” (momento de silêncio).

–   O facilitador conclui o momento: “Expressamos o louvor que o Espírito Santo suscita em nós. Glória ao Pai…”.

O facilitador retira a vela do centro e a põe em um lugar segura para que fique acesa durante o encontro.

Apresentação com associação ao tema

–   “O medo é uma emoção que conota a pessoa humana. Em todas as épocas e em todos os lugares da terra, esse sentimento é experimentado. Agora podemos nos apresentar, seguindo a roda, cada um dizendo uma palavra, uma imagem, uma metáfora ou uma cor que associamos à palavra ‘medo’” (todos expressam-se dizendo seu nome e a palavra).

Símbolo vivenciado 102

–   O facilitador coloca panos (1 por participante) no meio: “Hoje ouviremos, no evangelho, que os discípulos estavam com medo e, portanto, estavam com as portas fechadas. O medo cria uma primeira atitude: o fechamento. Convido você a se levantar e pegar um pano, que simbolicamente representa sua ‘porta fechada’. Convido você a usá-lo como sua proteção, posicionando-se na sala conforme parecer apropriado, para se sentir mais protegido” (deixe todos viverem o gesto, dando um tempo apropriado. Coloque uma música de angustia como fundo musical. Abaixe as luzes).

–   Associação com a própria vida: “Agora, na posição em que você está, convido você a fechar os olhos. Pense no momento da sua vida em que sentiu medo, perdeu-se… Peço-lhe que expresse em voz alta o sentimento ou a emoção que sente ao pensar sobre esse fato, enquanto está ‘escondido’, ‘protegido’, atrás da sua porta fechada”.

Expressão de necessidade / desejo 42

–   O facilitador ajuda nas questões internas: “Convido você, agora, a pensar em sua vida hoje: qual é o seu maior medo? (…) E do que você precisa para combatê-lo? Qual é a sua necessidade diante do maior medo? Sintetize com uma palavra ou uma frase curta e pode expressá-lo em voz alta”.

–   Depois que muitos se expressarem: “Agora podemos voltar a sentar, ainda mantendo  esse símbolo conosco”.


2. ENCONTRO COM A PALAVRA

Leitura de Jo 20,19-31

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: ‘A paz esteja convosco’. Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: ‘A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio’. E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e disse: ‘Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados  eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos’. Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: ‘Vimos o Senhor!’. Mas Tomé disse-lhes: ‘Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei’. Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: ‘A paz esteja convosco’. Depois disse a Tomé: ‘Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel’. Tomé respondeu: ‘Meu Senhor e meu Deus!’ Jesus lhe disse: ‘Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!’ Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

Comentário com esquematização da cena 59

–   Apresentação das personagens: “O Evangelho nos diz que os discípulos estavam reunidos em um só lugar (coloque alguns panos em círculo, representando os discípulos) mas, como dissemos antes, as portas foram fechadas (coloque um pano marrom para indicar a porta). Mas Jesus entra por trás de portas fechadas (pegue o pano do Jesus ressuscitado, branco, fazendo-o passar por cima da porta e colocando-o no meio dos discípulos), significando que com o Jesus ressuscitado não há porta que segure…”.

Símbolo vivenciado 102

–   O facilitador convida a pegar o pano da porta: “Convido você a pegar o símbolo de antes, a porta (doce fundo musical). Existem portas que colocamos para nos protegermos, mas Jesus vai além de nossas portas… Convido-o, agora, a dar um nome à porta atrás da qual você se esconde, para que Jesus possa passar por ela e chegar até você em sua autenticidade. Dê a esta porta um nome em seu coração, e então eu convido a colocá-la perto da porta da casa pela qual Jesus passou, expressando uma emoção em voz alta” (deixar que todos – quem quiser – vivam o gesto).

Todo mundo se torna um discípulo com a imaginação 62

–   O facilitador convida à inversão de papéis com a imaginação: “Jesus entra e fica no meio dos discípulos reunidos. Convido você agora a fechar os olhos e, quando eu contar até três, você não será mais você mesmo, mas um desses discípulos, continuando de olhos fechados. 1,2,3”.

–   O facilitador orienta a imaginação: “Você está com os outros, sua fala está sempre no mesmo assunto. Jesus morreu, ele não está mais aqui, ele não era o Messiase agora nós também, por sermos seus discípulos, estamos em perigo de vida … é melhor não nos mostrar… é melhor não dizer que éramos seus discípulos… E enquanto, mais uma vez, vocês estão discutindo sobre essas coisas, percebe que um estranho está entre vocês, entrou. Como? Quem é? Você pensa imediatamente no pior, pensa na traição, pensa que é um enviado de César, que veio para prendê-los… O coração está gelado… Só há angústia entre vocês, que permanecem calados, perplexos diante dessa chegada inesperada… Mais uma vez, medo…”.

–   “Mas ele diz: ‘A paz esteja com vocês’: ‘PazComo pode falar sobre paz agora? Nesse contexto, nessa situação em que nos encontramos?’ Mas agora, ele estende as mãos: e com grande maravilha você vê os buracos dos pregos, os estigmas… e ele mostra seu lado, perfurado… Uma esperança, uma certeza! É o Senhor!!! (…). Como você se sente em seu coração ao ver o Senhor? Pode expressar em voz alta, com uma palavra ou dizendo algo para Ele…” (deixe alguém expressar algo em voz alta).

O dom do Espírito: experiência perceptiva 69 com interpretação da personagem pelo facilitador 61

– “Mas imediatamente ouve outra palavra dele: ‘Como o Pai me enviou, eu também os envio‘. ‘Mas como? Como posso fazer como você, Jesus? Sou pequeno, não sou como você… não sou capaz de dar a minha vida, subir na cruz como você… tenho medo…’ (…) Mas um sopro, uma força entra em você, sente sobre você…”.

–   O facilitador se coloca no lugar de Jesus: com um pano leve – símbolo do Espírito – toca os participantes dizendo: “Receba o Espírito Santo…”.

– Expressão de uma emoção: “O que você sente diante deste presente, o presente do Espírito que lhe dá força e coragem?” (deixe expressar-se em liberdade).

Encontro entre os discípulos e Tomé (todos são discípulos também com o corpo 72 e a interpretação da personagem pelo facilitador 61)

–   Comentário do facilitador: “Jesus vai embora, mas esse grande presente permanece em seu coração… e logo após Tomé, que não estava lá, que não viveu com você tudo isso, chega… (O facilitador remove todos os panos e coloca um pano representando Tomé). Convido você agora a abrir seus olhos”.

–   Um segundo facilitador se coloca no lugar de Tomé: chega e começa a fazer perguntas, falar, perguntar o que aconteceu, sublinhando que ele nunca acreditará se não vê. O facilitador lidera esse momento com criatividade, envolvendo todos os ‘discípulos’ presentes e ajudando-os a tomar uma posição, a se expressar com sinceridade.

–   No final, o segundo facilitador deixa o papel, deixando o pano de Tomé entre os outros discípulos ainda presentes.

–   O facilitador faz sair da inversão de papeis: “Convido você agora a fechar os olhos e, quando eu contar até três, você poderá reabri-los e não será mais o discípulo, mas você mesmo. 1,2,3″.

Comentário e esquematização 59: O encontro entre Jesus e Tomé

– “Jesus volta entre eles (coloque o pano de Jesus novamente), mas parece que desta vez ele veio em particular para Tomé… ele está com ele, ele mostra suas mãos, seu lado, pede que ele coloque os dedos nos buracos, toque as feridas… e Tomé reconhece naquele homem ferido seu Senhor e seu Deus…”.

Solilóquio de Tomé 74

–   O facilitador remove todos os panos, deixando Tomé no centro: “Podemos imaginar o que Tomé carregava em seu coração, após este encontro. Podemos imaginá-lo naquela noite, depois que todos saíram; com certeza, ele não conseguia dormir por causa das fortes emoções que sentira naquele dia…”.

–   O facilitador convida alguém para entrar no papel de Tomé: “Convido agora quem quiser a se colocar no papel de Tomé, depois de ter vivido essa experiência, e a expressar livremente os pensamentos e sentimentos, emoções dele após essa experiência, sem pensar em um discurso lógico, mas deixando sair espontaneamente o que ele sente, livremente” (deixe pelo menos três pessoas expressarem o coração de Tomé). Para quem se aproxima: “Você pode vestir o pano e fechar os olhos, e quando se sentir pronto, poderá abri-los e você será Tomé, e poderá se expressar livremente, também com seu corpo”.

Depois que pelo menos três dramatizaram, o pano de Tomé é retirado.

Imaginação facilitada 104

–   Postura e respiração: “Convido você a escolher uma posição confortável, fechar os olhos e começar a respirar bem devagar ….”.

–   Percepção da identidade do centro: “A cada expiração, descemos cada vez mais dentro de nós, em direção ao centro, ao coração de nós mesmos… onde o Espírito Santo abraça nossa alma… na fonte de amor em nós, no lugar da verdade de nós mesmos…”.

–   Surgimento da imagem: “Neste lugar da verdade, pensamos no que experimentamos, pensamos nos nossos medos, nos medos dos discípulos, no medo de Tomé de permanecer ‘fora’ daquela alegria e paz que viu nos discípulos… deixamo-nos tocar por aquelas palavras e imagens que mais ficaram dentro de nós. Pensamos em nossa necessidade inicial diante dos medos e, focando-nos em nós e em nossa vida, deixamos uma ou mais imagens emergirem como uma resposta dentro de nós… esperamos sem pressa, sem julgá-las, mas as recebemos pelo que são e pela emoção que transmitem para nós. E quando capturarmos a imagem que mais ressoa em nós, vamos nos concentrar nela, demos tempo para aproveitá-la e saborear a emoção que a acompanha… e depois abrimos os olhos, sem pressa”.

Partilha da imagem (se houver tempo, com desenho 117)

“Compartilhamos a imagem e a emoção que a acompanha”.

3. ORAÇÃO CONCLUSIVA

Ambiente 128

Coloque um grande crucifixo no centro com o pano branco de Jesus, perto da vela acesa usada no início.

Símbolo vivenciado 129

–   “Agora nós também, simbolicamente, nos encontramos como Tomé diante de Jesus, que nos mostra suas feridas gloriosas. Vemos um crucifixo, mas sabemos que essas feridas continuam mesmo que Jesus desceu da cruz e agora vive à direita do Pai. Mas ele trouxe sua humanidade para o céu, e todos nós… Se você quiser, também pode se aproximar e tocar as feridas, expressando uma palavra, uma oração, o que você carrega em seu coração após este encontro” (deixe um tempo apropriado para todos viverem este momento de maneira pessoal, colocando um fundo musical de oração).

Conclusão com o Pai nosso

Conclua com o sinal da cruz. Antes de apagar a vela, peça uma palavra de síntese que cada um leva para casa após esta vivência. 

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