Natureza e finalidade

2. A Associação “Semente Viva” se propõe como finalidade a evangelização e se coloca a serviço da Igreja, da qual recebe a sua missão evangelizadora.

  1. Os membros da “Semente Viva “, acolhendo o comando de Jesus aos Apóstolos:” Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19), sentem a necessidade e a urgência de comunicar a todos, sem exclusão nenhuma, a Boa Nova que aqueceu seus corações, para inseri-los na vida trinitária. Assim fazem seus os sentimentos de São Paulo: “Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” (1 Cor 9,16). Por isso, de acordo com a sua maneira de pertença e no respeito de seu estado de vida, propõem entre si de unirem suas forças e seus dons colaborando juntos para a evangelização.
  2. Ao homem de hoje, muitas vezes ferido pela distância de Deus e pelo fracasso nos relacionamentos em todos os níveis, “Semente Viva” deseja oferecer um espaço de encontro, onde poder encontrar ou redescobrir a relação com Aquele que por si só pode curá-lo e dar-lhe paz, mas também onde viver relacionamentos verdadeiros, deseja que todo homem experimente não apenas a alegria de Lhe pertencer, mas também a beleza de pertencer à Sua Igreja.



Ela opera se inspirando por três escolhas fundamentais, acolhidas por cada membro:

a. uma evangelização comunitária

3. Acreditando no poder da comunhão fraterna, a ação evangelizadora é levada para frente como comunidade. Juntos se discernem as atividades, se elaboram as estratégias e se realizam. Cada membro, se não puder participar, acompanhará o evento com a intercessão e a oração.

4. A comunhão fraterna é a força que sustenta cada Membro também nas atividades pastorais realizadas em nível pessoal.

  b. evangelização na alegria do Senhor ressuscitado

5. A evangelização desenvolve-se antes de tudo a partir da experiência de fé e de encontro pessoal com o Senhor ressuscitado, que emerge da serenidade da vida e da alegria de se sentir nas mãos de Deus. Cada Membro atesta, portanto, através desta alegria, o encontro que transformou sua vida, apontando para o único Salvador que pode dar a verdadeira felicidade.

6. Cada ação evangelizadora da “Semente Viva” quer oferecer aos beneficiários a oportunidade de se encontrar com o Senhor ressuscitado, para que eles também possam experimentar a verdadeira alegria de ser amado por Ele



7. A Associação pretende ouvir o homem, sua busca pela felicidade, e a partir dessa, leva-o a conhecer Jesus. Torna-se, assim, uma estratégia de evangelização partir das “alegrias” para chegar à “Alegria” .

c. evangelização conduzida pelo amor providencial de Deus Trindade

8. Cientes de que a história é conduzida pelo Senhor com o Seu amor providente, “Semente Viva” quer ser guiada por Ele em cada escolha. Para isso todo o discernimento sobre as ações pastorais, as estratégias e os destinatários, horários e lugares é feito na escuta da presença de Deus Trino que opera na história, com especial atenção para os fatos, as pessoas que se encontram, as oportunidades que o Senhor coloca na estrada.
Cada membro assome este olhar aberto à ação de Deus, educando-se a colhê-la em primeiro lugar em sua história pessoal e em seu dia-a-dia, para ser capaz de vê-las na Associação.
Ela vê nas pessoas que participam às atividades aqueles a quem Deus deseja comunicar Seu amor, com eles tenta-se reviver o encontro que Felipe viveu com o eunuco na estrada de Jerusalém para Gaza (cf. Atos 8:26-40). Cada irmão ou irmã que é colocado na estrada é uma pessoa que procura respostas, confronto, encontro verdadeiro; a ela, a Associação é enviada para dar o anúncio e oferecer o encontro com o Senhor que dá a plenitude da alegria: “Mal saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe dos olhares do eunuco, que, cheio de alegria, continuou o seu caminho.”(Atos 8,39).

9. A associação se entrega à Providência também para as necessidades materiais relacionadas à sua ação pastoral.

3. A Associação cultiva e alimenta a comunhão com os bispos das dioceses em que atua; em particular, mantém relações constantes com o Bispo da Diocese de Trieste, onde a Associação surgiu, dando filial obediência às suas disposições.

1. Apesar de ser de natureza privada e não ser obrigada a isso, a Associação opta por manter estreita comunicação para com o bispo diocesano, apresentando a cada ano um fiel relato de suas atividades pastorais e da situação econômica, e mantendo-o constantemente informado sobre a vida da Associação.