O perigo de desviar do caminho (I Domingo de Quaresma – Ano C – Roteiro para o Animador)

MATERIAIS PARA O ENCONTRO:

– Folha para os participantes (pág. 32) e vídeo da meditação

– uma vela e fósforo

– um pano vermelho

– uma cruz

Acolhida

(Apresentação dos novos participantes, eventuais notícias… Entregar para todos o folheto e deixar também algumas canetas a disposição).

Sinal da Cruz e momento de oração ao Espírito Santo

(Se quiser, colocar uma vela no meio, símbolo do Espírito Santo).

“Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. “Amém”

“Começamos, com este domingo, o percurso da Quaresma, que se abriu na Quarta-Feira de cinza. É um caminho longo a percorrer, e ainda uma vez queremos nos relacionar com o Espírito Santo, para que ele possa conduzir este encontro, nossa escuta, nossa vida e este caminho quaresmal. Colocamos esta vela para lembrar como ele age em nós… iluminando, guiando, nos empurrando a agir, nos purificando… Peço para vocês fecharem os olhos e se interrogar, à luz deste símbolo, de qual ação do Espírito Santo precisa mais, neste caminho… E também reconhecer onde ele está já agindo, para conduzi-lo no caminho… Relacione-se com Ele, no silêncio do seu coração” (…)

(Deixar alguns instantes de silêncio para a oração pessoal; a oração partilhada será só na conclusão do encontro. Depois concluir com um refrão ao Espírito Santo que todos conhecem ou com uma simples oração).

“Acolhamos, agora, a Palavra de Deus que nos acompanhará neste encontro”.

Leitura do evangelho (Lc 4,1-13)

(Alguém lê a leitura do folheto que todos receberam. Neste caso, dar preferência ao folheto à Bíblia, para que todos tenham acesso a mesma tradução que se usa na liturgia e na meditação).

Naquele tempo: Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e, no deserto, ele era guiado pelo Espírito. Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. Não comeu nada naqueles dias e depois disso, sentiu fome. O diabo disse, então, a Jesus: ‘Se és Filho de Deus,  manda que esta pedra se mude em pão.’ Jesus respondeu: ‘A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem’.’ O diabo levou Jesus para o alto, mostrou-lhe por um instante todos os reinos do mundo e lhe disse: ‘Eu te darei todo este poder e toda a sua glória, porque tudo isso foi entregue a mim e posso dá-lo a quem eu quiser. Portanto, se te prostrares diante de mim em adoração, tudo isso será teu.’ Jesus respondeu: ‘A Escritura diz: ‘Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás’.’ Depois o diabo levou Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, e lhe disse: ‘Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo! Porque a Escritura diz: Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, que te guardem com cuidado!’ E mais ainda: ‘Eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’.’ Jesus, porém, respondeu: ‘A Escritura diz: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’.’ Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus, para retornar no tempo oportuno.

Introdução à leitura pessoal

“Queremos que esta Palavra toque profundamente cada um de nós. Por isso, agora, faremos alguns instantes de silêncio para que cada um possa reler o trecho que foi ouvido. Peço para cada um marcar (sublinhando, se quiser, com uma caneta) a palavra ou a frase que hoje, especialmente, ressoa mais forte ao seu coração. Se alguém tiver dificuldade em ler, repense, em silêncio, no que escutou, e se tiver algo que o atingiu mais profundamente, reflita, um momento, sobre isso”.

(Deixar alguns minutos para que cada um possa ler pessoalmente o trecho bíblico).

“Agora que lemos com maior profundidade o texto, peço-lhe para ler ou repetir em voz alta aquela palavra ou aquela frase que tocou mais forte você hoje”.

(Cada um fala em voz alta aquela palavra ou frase que sublinhou. Não vamos fazer, neste momento, ressonâncias pessoais ou reflexões sobre a Palavra, mas ficaremos ainda uma vez na Palavra assim como nos foi entregue).



Meditação

“Queremos agora aprofundar esta Palavra, nos ajudando também com alguns símbolos”.

(O Animador propõe a meditação com o vídeo “O perigo de desviar o caminho”  ou ao vivo, seguindo o roteiro de pág. 44).

Silêncio de meditação e espelhamento

“Depois de ter escutado esta Palavra, deixamos alguns minutos de silêncio para retomar as provocações e as perguntas que foram feitas, e que se encontram no folheto que receberam, para que a Palavra entre na nossa vida. Neste momento não vamos pensar em outras meditações ou ideias, mas vamos entrar no concreto da nossa experiência ajudados pela meditação que foi feita”.

(Deixar pelos menos 10 minutos para que todos possam repensar nas perguntas de espelhamento e responder no seu coração).

Para a meditação pessoal

  1. Das águas ao deserto. Na sua vida aconteceu que Deus o guiou através de uma experiência de escuridão, de deserto, sentindo que o Senhor lhe pediu para enfrentar e superar esse momento?
  2. Guia e tentador: Reconheço, na minha vida as duas “presenças” que tentam me conduzir, o Espírito que guia e o tentador que procura nos desviar do caminho? E como vivo esta luta?
  3. Alimentado pelo amor: O amor de Deus está “me alimentando” ou seja me está dando força para que eu sustente as duras provações da vida? Estou claramente percebendo esse amor por mim?
  4. De cima a baixo: Qual é o criterio, o objetivo da minha vida? Riqueza, gloria, poder…ou seguir humildemente a vontade de Deus para receber só dele a glória?
  5. Uma fé que não pede provas: vôce alguma vez pediu uma prova do amor a Deus? Conseguiu viver no “deserto” mantendo sua fé que Deus estava ao deu lado, o protegia e apoiava?

Partilha

“Agora que refletimos sobre a nossa vida, poderemos partilhar. Antes, trago presente algumas regras importantes:

–   Cada um fale daquilo que pensou e refletiu, sem se deixar condicionar pelo que os outros partilham;

–   Não vamos partilhar ideias mas experiências;

–   Não vamos retomar o que o outro fala, pois a experiência de cada um é diferente, mesmo quando parece igual;

–   Cada um se compromete a não comentar fora daqui a partilha do outro, pois é um dom precioso que recebemos ao entrar na sua vida pessoal.

Não é necessário partilhar sobre todas as perguntas, também porque algumas são mais íntimas. Podemos viver esta partilha livremente, escolhendo algumas das perguntas, e tentando ser breves também para deixar o espaço para todos”.

(Deixe que todos, se possível, partilhem. Ajude-os a ser breves e sobretudo, que a partilha seja sobre a experiência pessoal. Se, por causa do tempo, nem todos conseguirem partilhar, o facilitador anota quem não o fez para lhe dar esta possibilidade na partilha do próximo encontro).

Atualização com a Campanha da fraternidade

Depois da partilha mais pessoal, colocar as provocações a partir do tema da campanha da fraternidade, pedindo para cada um assumir um dos pontos a ser aprofundado, pensado, vivenciado durante a semana.

Oração com visualização e símbolo vivenciado

(Pode-se colocar no meio do grupo a vela acesa e o pano de Jesus; se tiver, um crucifíxo).

“Colocamos, aqui no nosso meio, o pano que simboliza Jesus. Jesus é o modelo que nos é dado para seguir, e aquele que nos mostra o caminho… Convido vocês a fecharem os olhos e a vivenciar, por um momento, o que acabamos de meditar”.

(Colocar o áudio “O verdadeiro poder”, deixando que todos vivam a experiência proposta).

(Depois da breve visualização) “Jesus, renunciando ao poder, recebeu o poder, todo joelho se dobra diante dele… Se sentimos o poder dele na nossa vida, convido agora, na liberdade, a se ajoelhar diante de Jesus… Reconhecer que, naquela cruz, foi alcançado o maior poder… aquilo de vencer definitivamente o mal e a morte… No silêncio do coração pedimos a ele que nos ajude a crescer no poder ficando – aceitando nossa cruz.

(Deixar que todos vivam um tempo de oração e de silêncio, colocando um fundo musical suave)

Temos diante de nós esta cruz… se quisermos, podemos agora nos aproximar e fazer um gesto a esta cruz, livre, e se quisermos também expressarmos uma oração que nasce do coração”.

(Deixar que todos – quem quiser – vivam o gesto. Concluir com o Pai nosso) “Podemos nos levantar e, com a consciência da força da cruz, podemos nos levantar e nos dar a mão, rezando juntos ao Pai que nos ajude a escolher sempre sua vontade e não o que pode ser mais belo e fácil: Pai nosso…”.

(Concluir com o sinal da cruz e, se quiser, pedir para dizer em voz alta uma palavra que resume o encontro).

Esta entrada foi publicada em Roteiro para os Animadores. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *