“O agir inspirado pelo amor” (VIII Domingo do Tempo Comum – Ano C –Roteiro para o Animador)

XXVII Domingo do Tempo Comum – Ano B

MATERIAIS PARA O ENCONTRO:

–   Folha para os participantes (pág. 30) e vídeo e áudio do encontro.

–   Vela e fósforo

–   Panos: vermelho e amarelo

Acolhida

(Apresentação dos novos, eventuais notícias… Entregar para todos o folheto do encontro e deixar também algumas canetas a disposição).

Sinal da Cruz e breve momento de oração ao Espírito Santo

(Se quiser, colocar uma vela no meio para representar simbolicamente a presença do Espírito Santo).

“Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. “Amém”

“No início deste encontro, queremos nos relacionar com o Espírito Santo… O Espírito que hoje e sempre nos guia, nos acompanha; não está longe de nós, mas está próximo de nós, em nós. O tema de hoje é a ação inspirada pelo amor e o amor é o Espírito Santo. É ele que, antes de mais nada, sendo Amor, nos inspira a agir de acordo com o coração de Deus, e essa chama nos lembra da ação do Espírito dentro de nós, iluminando-nos, guiando-nos, convidando-nos a agir. Peço-lhe que feche os olhos e, no silêncio do seu coração, pense no dia de hoje e encontre um momento do seu dia em que sentiu que o Espírito Santo o levava a amar com uma nova e diferente forma maior “(silêncio) .” (…)

“Se conseguir encontrar esta Sua ação, peço para agradecê-Lo, no silêncio; se não encontrar, então peça, sempre no silêncio, que abra seu coração e seus olhos para perceber a presença dEle…”.

(Deixar alguns instantes de silêncio para que cada um possa viver a oração de forma pessoal. Deixamos a oração partilhada para o final.

Depois concluir com um refrão ao Espírito Santo que todos conheçam ou com a oração do Glória:

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
como era no princípio e agora e sempre. Amém).

“Acolhamos, agora, a Palavra de Deus que nos acompanhará neste encontro”.

Leitura do evangelho (Lc 6,39-45)

(Alguém lê a leitura do folheto que todos receberam. Neste caso, dar preferência ao folheto à Bíblia, para que assim todos tenham acesso a mesma tradução que se usa na liturgia e na meditação).

Naquele tempo: Jesus contou uma parábola aos discípulos: ‘Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? Como podes dizer a teu irmão: irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão. Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de plantas espinhosas. O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio. (Lc 6,39-45)

Introdução à leitura pessoal

“Queremos que esta Palavra toque profundamente cada um de nós. Por isso, agora, faremos alguns instantes de silêncio para que cada um possa reler o trecho que foi ouvido. Peço para cada um marcar (sublinhando, se quiser, com uma caneta) a palavra ou a frase que hoje, especialmente, ressoa mais forte ao seu coração. Se alguém tiver dificuldade em ler, repense, em silêncio, no que escutou, e se tiver algo que o atingiu mais profundamente, reflita, um momento, sobre isso”. (Deixar alguns minutos para que cada um possa ler pessoalmente o trecho bíblico).

“Agora que lemos com maior profundidade o texto, peço-lhe para ler ou repetir em voz alta aquela palavra ou aquela frase que tocou mais forte você hoje”. (Cada um fala em voz alta aquela palavra ou frase que sublinhou. Não vamos fazer, neste momento, ressonâncias pessoais ou reflexões sobre a Palavra, mas ficaremos ainda uma vez na Palavra assim como nos foi entregue).



Meditação

“Queremos agora aprofundar esta Palavra, nos ajudando também com alguns símbolos”.

(O Animador propõe o vídeo “O agir inspirado pelo Espírito ou propõe a meditação ao vivo, seguindo a pág. 39).

Silêncio de meditação e espelhamento

“Depois de ter escutado esta Palavra, deixamos alguns minutos de silêncio para retomar as provocações e as perguntas que foram feitas, e que se encontram no folheto que receberam, para que a Palavra entre na nossa vida. Neste momento não vamos pensar em outras meditações ou ideias, mas vamos entrar no concreto da nossa experiência ajudados pela meditação que foi feita”.

(Deixar pelos menos 10 minutos para que todos possam repensar nas perguntas de espelhamento e responder no seu coração).

Para a meditação pessoal

  1. O cego e a luz. Você se deixa iluminar por Jesus em guiar os outros, ou segue em frente pensando que já sabe tudo, e tem a si mesmo como critério?
  2. O cisco e a trave: para quem estou olhando, hoje, de negativo? Quem é essa pessoa de quem eu sempre e somente enfatizo os defeitos? E qual é a “trave” que me faz enxergar assim? Que nome tem?
  3. O coração e a palavra: Que tipo de “clima” criamos ao nosso redor, com nossas palavras? Acolhida, amizade… ou rejeição e julgamento?
  4. As três ações inspiradas pelo Amor: Em qual das três situações eu tenho que crescer mais, para viver concretamente inspirado ao amor universal?

Partilha

“Agora que refletimos sobre a nossa vida, poderemos partilhar. antes, trago presente algumas regras importantes:

– Cada um fale daquilo que pensou e refletiu, sem se deixar condicionar pelo que os outros partilham;

–   Não vamos partilhar ideias mas experiências;

–   Não vamos retomar o que o outro fala, pois a experiência de cada um é diferente, mesmo quando parece igual;

–   Cada um se compromete a não comentar fora daqui a partilha do outro, pois é um dom precioso que recebemos ao entrar na sua vida pessoal.

Não é necessário partilhar sobre todas as perguntas, também porque algumas são mais íntimas. Podemos viver esta partilha livremente, escolhendo algumas das perguntas, e tentando ser breves também para deixar o espaço para todos”.

(Deixe que todos, se possível, partilhem. Ajude-os a ser breves e sobretudo, que a partilha seja sobre a experiência pessoal. Se, por causa do tempo, nem todos conseguirem partilhar, o facilitador anota quem não o fez para lhe dar esta possibilidade na partilha do próximo encontro. Deixar pelos menos 15 minutos de tempo para a oração conclusiva).

Oração conclusiva com visualização e símbolo vivenciado

“Vamos colocar em nosso meio este pano vermelho, que representa o amor que deve dar tom e cor a toda a nossa vida. Vimos três aspectos em que somos chamados a crescer, e cada um respondeu, em seu coração, onde deve se comprometer mais para que nos deixamos inspirar pelo amor. Podemos fechar nossos olhos, agora, e nos deixar ajudar novamente em um momento de oração”. (Ouça o áudio “Seguir Jesus”, deixando que todos vivam a proposta).

(Depois de ouvir) “Vimos como a luz é muito importante para saber amar o outro. Um pano amarelo representou essa luz na meditação. Agora, receberemos, um após o outro, este pano amarelo, símbolo da luz. Cada um, recebendo, pode fazer um gesto, dizer uma palavra ou uma oração, vivendo um encontro pessoal com a luz… “.(Deixe todos – aqueles que assim o desejam – viverem o gesto. Coloque uma música doce ou de oração como fundo musical; no final coloque o pano amarelo ao redor do pano vermelho).

(Concluímos com nosso Pai) “Agora podemos nos levantar e dar as mãos, e com consciência de sempre precisar dessa luz, podemos nos voltar para o Pai lhe pedindo este dom: Pai Nosso…(Fazer o sinal da cruz. Se quiser, pedir para dizer em voz alta uma palavra que resume o que leva para casa).

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