Incomprensão (II Domingo de Quaresma – Ano C – Roteiro para o Animador)

MATERIAIS PARA O ENCONTRO:

– Folha para os participantes (pág. 34) e vídeo  da meditação.

– uma vela e fósforo

– um pano branco possivelmente grande ou comprido

Acolhida

(Apresentação dos novos participantes, eventuais notícias… Entregar para todos o folheto e deixar também algumas canetas a disposição).

Sinal da Cruz e momento de oração ao Espírito Santo

(Se quiser, colocar uma vela no meio, símbolo do Espírito Santo).

“Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. “Amém”

“Começamos este encontro entrando em relação com o Espírito Santo. Estamos no segundo domingo de Quaresmo, e o tema de hoje é Incomprensão… Às vezes não conseguimos entender tudo o que Deus nos proporciona… Quem nos ajuda é o Espírito Santo. Olhamos esta vela, que nos lembra a ação dEle em nós… Peço para vocês fecharem os olhos, agora… Repense na sua vida… Repense neste dia… O que o Espírito hoje, nesta semana, lhe fez entender de novo ou melhor?” (…)

“Se reconhecer esta ação e esta força dEle em você, peço-lhe para agradecer-Lhe, no silêncio; se não encontrar na sua memória esta ação, então peça, sempre no silêncio, que Ele seja luz para você hoje” (…).

(Deixar alguns instantes de silêncio para a oração pessoal; a oração partilhada será só na conclusão do encontro. Depois concluir com um refrão ao Espírito Santo que todos conhecem ou com uma simples oração).

“Acolhamos, agora, a Palavra de Deus que nos acompanhará neste encontro”.

Leitura do evangelho (Lc 9,28b-36)

(Alguém lê a leitura do folheto que todos receberam. Neste caso, dar preferência ao folheto à Bíblia, para que todos tenham acesso a mesma tradução que se usa na liturgia e na meditação).

Naquele tempo: Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante. Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. E quando estes homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: ‘Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias.’ Pedro não sabia o que estava dizendo. Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem. Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: ‘Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!’ Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

Introdução à leitura pessoal

“Queremos que esta Palavra toque profundamente cada um de nós. Por isso, agora, faremos alguns instantes de silêncio para que cada um possa reler o trecho que foi ouvido. Peço para cada um marcar (sublinhando, se quiser, com uma caneta) a palavra ou a frase que hoje, especialmente, ressoa mais forte ao seu coração. Se alguém tiver dificuldade em ler, repense, em silêncio, no que escutou, e se tiver algo que o atingiu mais profundamente, reflita, um momento, sobre isso”.

(Deixar alguns minutos para que cada um possa ler pessoalmente o trecho bíblico).

“Agora que lemos com maior profundidade o texto, peço-lhe para ler ou repetir em voz alta aquela palavra ou aquela frase que tocou mais forte você hoje”.

(Cada um fala em voz alta aquela palavra ou frase que sublinhou. Não vamos fazer, neste momento, ressonâncias pessoais ou reflexões sobre a Palavra, mas ficaremos ainda uma vez na Palavra assim como nos foi entregue).



Meditação

“Queremos agora aprofundar esta Palavra, nos ajudando também com alguns símbolos”.

(O Animador propõe a meditação com o vídeo “Incompreensão”  ou ao vivo, seguindo o roteiro de pág. 51).

Silêncio de meditação e espelhamento

“Depois de ter escutado esta Palavra, deixamos alguns minutos de silêncio para retomar as provocações e as perguntas que foram feitas, e que se encontram no folheto que receberam, para que a Palavra entre na nossa vida. Neste momento não vamos pensar em outras meditações ou ideias, mas vamos entrar no concreto da nossa experiência ajudados pela meditação que foi feita”.

(Deixar pelos menos 10 minutos para que todos possam repensar nas perguntas de espelhamento e responder no seu coração).

Para a meditação pessoal

  1. Subindo à montanha para rezar. Onde estou na minha experiência de seguir Jesus: como Pedro, como João, como Thiago, com um os outros que ficaram em baixo? E qual emoção sinto me colocando neste lugar?
  2. A oração que tranforma: O encontro com Deus em oração me transforma? Os outros percebem esta mudança? E se isso não estiver acontecendo, qual é o motivo?
  3. Incapazes de entrar no mistério: O que representa para nós aquele véu que cobriu os discípulos, aquele sono? O quê nos impede de ver com clareza, como se estivéssemos dormindo?
  4. Permanecer para sempre na glória: Na sua esperiência você também  “seleciona” as palavras de Jesus, acolhendo talvez as mais fáceis de viver, ignorando as outras ? Qual é a Palavra de Jesus que atualmente você sente como a mais díficil de viver?
  5. O segredo da vida: Qual é o segredo que você está guardando em sua vida, talvez porque se sinta incompreendido ou talvez porque seja um fardo muito pesado e você nao seria capaz de comunicá-lo, compartilhá-lo..? E, diante deste “segredo”, você consegue encontrar a força na escuta da Sua Palavra na sua vida cotidiana?

Partilha

“Agora que refletimos sobre a nossa vida, poderemos partilhar. antes, trago presente algumas regras importantes:

– Cada um fale daquilo que pensou e refletiu, sem se deixar condicionar pelo que os outros partilham;

–   Não vamos partilhar ideias mas experiências;

–   Não vamos retomar o que o outro fala, pois a experiência de cada um é diferente, mesmo quando parece igual;

–   Cada um se compromete a não comentar fora daqui a partilha do outro, pois é um dom precioso que recebemos ao entrar na sua vida pessoal.

Não é necessário partilhar sobre todas as perguntas, também porque algumas são mais íntimas. Podemos viver esta partilha livremente, escolhendo algumas das perguntas, e tentando ser breves também para deixar o espaço para todos”.

(Deixe que todos, se possível, partilhem. Ajude-os a ser breves e sobretudo, que a partilha seja sobre a experiência pessoal. Se, por causa do tempo, nem todos conseguirem partilhar, o facilitador anota quem não o fez para lhe dar esta possibilidade na partilha do próximo encontro.

Atualização com a Campanha da fraternidade

Depois da partilha mais pessoal, colocar as provocações a partir do tema da campanha da fraternidade, pedindo para cada um assumir um dos pontos a ser aprofundado, pensado, vivenciado durante a semana.

Oração conclusiva com visualização e símbolo vivenciado

(Pode-se colocar no meio do grupo a vela acesa, o pano branco que representou o Pai). “Colocamos este pano branco que na meditação representou o Pai. Não colocamos o pano de Jesus, junto nesta relação com o Pai, porque queremos nos viver, por um instante, a experiência de Jesus, ser nós o Filho Amado, Escolhido, que vive da relação com o Pai”.

(Colocar o áudio “Face a face com o Pai”, deixando que todos vivam a experiência proposta).

(Depois da breve visualização) “Convido vocês, no final deste encontro, se quiser, a viver este gesto. Este pano representa o Pai mas, no nosso encontro, representou também a núvem que todos os presentes puderam experimentar, fisicamente… Agora este pano branco passará em cada um de nós e, livremente, cada um poderá entrar neste pano, se envolver com este pano, símbolo da núvem da presença de Deus…”.

(Coloque uma música de fundo. O facilitador começa e depois passa o pano branco para quem está a seu lado. Deixar que todos – quem quiser – vivam o gesto. No final, colocar de novo o pano branco no centro, e concluir com o Pai nosso) “Na consciência que somos abraçados pelo Pai, que Ele quer nos envolver com Seu amor, agora podemos nos voltar para Ele  e rezarmos juntos: Pai nosso…”.

(Concluir com o sinal da cruz. No final pedir para dizer uma palavra resumo daquilo que vivenciaram no encontro).

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