Converter-se ao amor (III Domingo de Quaresma – Ano C – Roteiro para o Animador)

MATERIAIS PARA O ENCONTRO:

– Folha para os participantes (pág. 36 e vídeo da meditação.

– uma vela

– panos: branco e marrom

– uma bacia com terra

– copos de plásticos ou outro para todos poderem levar a terra no fim do encontro

Acolhida

(Apresentação dos novos participantes, notícias… Dar para todos o folheto do encontro e deixar também algumas canetas a disposição).

Sinal da Cruz e momento de oração ao Espírito Santo

(Se quiser, colocar uma vela no meio, símbolo do Espírito Santo).

“Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. “Amém”

“Novamente começamos este encontro nos relacionando com o Espírito Santo. O Espírito Santo é o Amor, e precisamos ser renovados pelo Espírito no nosso modo de amar. Estamos no Terceiro Domingo de Quaresma, e percebemos as exigências deste caminho, um caminho que ter que ser de conversão… Peço para você fechar os olhos… Repense na sua vida… Repense neste dia… o Espírito Santo o (a) ajudou, hoje, neste tempo, a amar de verdade? Ajudou-o (a) a viver um amor maior, capaz de ir além de qualquer dificuldade?”

“Se reconhecer esta presença dEle hoje, peço-lhe para agradecer-Lhe, no silêncio; se não encontrar na sua memória esta ação, então peça, sempre no silêncio, que Ele fale ainda mais forte, para ouvir Sua voz” (…).

(Deixar alguns instantes de silêncio para a oração pessoal; a oração partilhada será só na conclusão do encontro. Depois concluir com um refrão ao Espírito Santo que todos conhecem ou com uma  simples oração).

“Acolhamos, agora, a Palavra de Deus que nos acompanhará neste encontro”.

Leitura do evangelho (Lc 13,1-9)

(Alguém lê a leitura do folheto que todos receberam. Neste caso, dar preferência ao folheto à Bíblia, para que todos tenham acesso a mesma tradução que se usa na liturgia e na meditação).

Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam. Jesus lhes respondeu: ‘Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? ? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.’ E Jesus contou esta parábola: ‘Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! ! Por que está ela inutilizando a terra?’ Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás.’

Introdução à leitura pessoal

“Queremos que esta Palavra toque profundamente cada um de nós. Por isso, agora, faremos alguns instantes de silêncio para que cada um possa reler o trecho que foi ouvido. Peço para cada um marcar (sublinhando, se quiser, com uma caneta) a palavra ou a frase que hoje, especialmente, ressoa mais forte ao seu coração. Se alguém tiver dificuldade em ler, repense, em silêncio, no que escutou, e se tiver algo que o atingiu mais profundamente, reflita, um momento, sobre isso”.

(Deixar alguns minutos para que cada um possa ler pessoalmente o trecho bíblico).

“Agora que lemos com maior profundidade o texto, peço-lhe para ler ou repetir em voz alta aquela palavra ou aquela frase que tocou mais forte você hoje”.

(Cada um fala em voz alta aquela palavra ou frase que sublinhou. Não vamos fazer, neste momento, ressonâncias pessoais ou reflexões sobre a Palavra, mas ficaremos ainda uma vez na Palavra assim como nos foi entregue).

Meditação

“Queremos agora aprofundar esta Palavra, nos ajudando também com alguns símbolos”.

(O Animador propõe a meditação com o vídeo “Converter-se ao amor”  ou ao vivo, seguindo o roteiro de pág. 57).

Silêncio de meditação e espelhamento

“Depois de ter escutado esta Palavra, deixamos alguns minutos de silêncio para retomar as provocações e as perguntas que foram feitas, e que se encontram no folheto que receberam, para que a Palavra entre na nossa vida. Neste momento não vamos pensar em outras meditações ou ideias, mas vamos entrar no concreto da nossa experiência ajudados pela meditação que foi feita”.

(Deixar pelos menos 10 minutos para que todos possam repensar nas perguntas de espelhamento e responder no seu coração).

Para a meditação pessoal

  1. O motivo do sofrimento. você deu a Deus a responsabilidade de um mal que o tocou? Quando você fez a pergunta sobre o motivo do mal a Deus?
  2. Uma resposta libertadora: Você consegue perceber o olhar de Deus que alcança você no sofrimento, como olhar que sustenta e consola? Como você se sente diante desse olhar?
  3. O chamado à responsabilidade do amor: Onde me devo converter ao amor? Ou seja onde não estou amando, não estou construíndo, não estou oferecendo ternura ma criando sofrimento, destruição, dor?
  4. A verdadeira imagem de Deus: você acolhe, em sua vida, esta obra de Deus em você, que também permite as provações, mas para que você saia melhor, saia mais forte no amor? Você percebe essas mãos que estão “trabalhando” você?
  5. O nosso coração duro e impaciente: Você é capaz de esperar, de viver a paciência na frente da experiência do mal?
  6. A nossa reação diante do mal: Hoje quer estar no papel do patrão que quer destruir logo o mal ou no lugar da pessoa esperançosa, capaz de assumir a responsabilidade da sua vida e se deixar moldar por Deus?


Partilha

“Agora que refletimos sobre a nossa vida, poderemos partilhar. Antes, trago presente algumas regras importantes:

–   Cada um fale daquilo que pensou e refletiu, sem se deixar condicionar pelo que os outros partilham;

–   Não vamos partilhar ideias mas experiências;

–   Não vamos retomar o que o outro fala, pois a experiência de cada um é diferente, mesmo quando parece igual;

–   Cada um se compromete a não comentar fora daqui a partilha do outro, pois é um dom precioso que recebemos ao entrar na sua vida pessoal.

Não é necessário partilhar sobre todas as perguntas, também porque algumas são mais íntimas. Podemos viver esta partilha livremente, escolhendo algumas das perguntas, e tentando ser breves também para deixar o espaço para todos”.

(Deixe que todos, se possível, partilhem. Ajude-os a ser breves e sobretudo, que a partilha seja sobre a experiência pessoal. Se, por causa do tempo, nem todos conseguirem partilhar, o facilitador anota quem não o fez para lhe dar esta possibilidade na partilha do próximo encontro).

Atualização com a Campanha da fraternidade

Depois da partilha mais pessoal, colocar as provocações a partir do tema da campanha da fraternidade, pedindo para cada um assumir um dos pontos a ser aprofundado, pensado, vivenciado durante a semana.

Oração com visualização e símbolo vivenciado

(Pode-se colocar no meio do grupo a vela acesa, o pano branco que representou a Deus, um pano marrom aberto e uma bacia com terra).

“Colocamos simbolicamente, o pano branco, que também hoje representou para nós, Deus, este Deus que, como um camponês paciente, trabalha nossa terra pobre e dura… Convido vocês a fecharem os olhos e a vivenciar, por um momento, o que acabamos de meditar”.

(Colocar o áudio “Trabalhando a sua terra”, deixando que todos vivam a experiência proposta).

(Depois da breve visualização) “Convido vocês, no final deste encontro, se quiser, a viver este gesto. Se você quiser que Deus de verdade possa trabalhar sua vida, usar a enxada na sua terra, permitindo também que ele o molda com as provações ou através os caminhos que Ele achar mais adequados para você… pode, então, se aproximar, pegar um pouco desta terra e colocá-la neste pano marrom, que representa a nossa humanidade. Com este gesto queremos colocar a terra que nós somos nas mãos de Deus… e, vivendo este gesto, podemos expressar uma oração pessoal a Deus”.

(Deixar que todos, quem quiser, viva o gesto. No final convidar para rezar o Pai nosso)

“Temos diante de nós esta pano marrom, que representa a humanidade, e o nosso pequeno sim a entregar esta nossa humanidade, essa nossa terra para que Deus comece a trabalhá-la… Podemos, então, rezar juntos ao Pai para que cumpra sua obra em nós: Pai nosso…”.

(Concluir com o sinal da cruz. Convidar, quem quiser, a levar para casa um pouco daquela terra que foi entregue a Deus, para nos lembrar do compromisso assumido).

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1 Response to Converter-se ao amor (III Domingo de Quaresma – Ano C – Roteiro para o Animador)

  1. Rita Menezes da Rocha disse:

    Excelente muito obrigada, enriquece muito
    A minha Catequese e a minha reflexão semanal. Parabéns pelo belíssimo trabalho. Obrigada, por tudo!

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