“A verdadeira filiação” (IV Domingo de Quaresma – Ano C – Roteiro para o Animador)

MATERIAIS PARA O ENCONTRO:

– Folha para os participantes (pág. 40) e vídeo da meditação.

– uma vela

– panos:  vermelho e dourado

Acolhida

(Apresentação dos novos participantes, notícias… Dar para todos o folheto do encontro e deixar também algumas canetas a disposição).

Sinal da Cruz e momento de oração ao Espírito Santo

(Se quiser, colocar uma vela no meio, símbolo do Espírito Santo).

“Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. “Amém”

“Novamente começamos este encontro nos relacionando com o Espírito Santo. Neste caminho de Quaresma Ele nos está acompanhando, passo após passo, nos ajudando a não perder este tempo…  E hoje, ainda uma verdade: a filiação… Somos filhos no Espírito… No Batismo, o Espírito Santo em nós nos deu este grande dom, de nos tornarmos filhos de Deus… Peço para você fechar os olhos… Repense na sua vida… Repense neste dia… o Espírito Santo o (a) ajudou, hoje, neste tempo, a se sentir “filho” de verdade? Ajudou-o (a) a viver as atitudes do Filho?”

“Se reconhecer esta presença dEle hoje, peço-lhe para agradecer-Lhe, no silêncio; se não encontrar na sua memória esta ação, então peça, sempre no silêncio, que Ele fale ainda mais forte, para ouvir Sua voz” (…).

(Deixar alguns instantes de silêncio para a oração pessoal; a oração partilhada será só na conclusão do encontro. Depois concluir com um refrão ao Espírito Santo que todos conhecem ou com a oração do Glória:  Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo como era no princípio e agora e sempre. Amém).

“Acolhamos, agora, a Palavra de Deus que nos acompanhará neste encontro”.

Leitura do evangelho (Lc 15,1-3.11-32)

(Alguém lê a leitura do folheto que todos receberam. Neste caso, dar preferência ao folheto à Bíblia, para que todos tenham acesso a mesma tradução que se usa na liturgia e na meditação).

Naquele tempo: Os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os  mestres da Lei criticavam Jesus. ‘Este homem acolhe os pecadores  e faz refeição com eles.’ Então Jesus contou-lhes esta parábola: ‘Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: `Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos. O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos empregados: `Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa,  ouviu música e barulho de dança. Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. O criado respondeu: `É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. Ele, porém, respondeu ao pai: `Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. Então o pai lhe disse: `Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’.’

Introdução à leitura pessoal

“Queremos que esta Palavra toque profundamente cada um de nós. Por isso, agora, faremos alguns instantes de silêncio para que cada um possa reler o trecho que foi ouvido. Peço para cada um marcar (sublinhando, se quiser, com uma caneta) a palavra ou a frase que hoje, especialmente, ressoa mais forte ao seu coração. Se alguém tiver dificuldade em ler, repense, em silêncio, no que escutou, e se tiver algo que o atingiu mais profundamente, reflita, um momento, sobre isso”.

(Deixar alguns minutos para que cada um possa ler pessoalmente o trecho bíblico).

“Agora que lemos com maior profundidade o texto, peço-lhe para ler ou repetir em voz alta aquela palavra ou aquela frase que tocou mais forte você hoje”.

(Cada um fala em voz alta aquela palavra ou frase que sublinhou. Não vamos fazer, neste momento, ressonâncias pessoais ou reflexões sobre a Palavra, mas ficaremos ainda uma vez na Palavra assim como nos foi entregue).



Meditação

“Queremos agora aprofundar esta Palavra, nos ajudando também com alguns símbolos”.

(O Animador propõe a meditação com o vídeo “Um amor sem limites”  ou ao vivo, seguindo o roteiro de pág. 66).

Silêncio de meditação e espelhamento

“Depois de ter escutado esta Palavra, deixamos alguns minutos de silêncio para retomar as provocações e as perguntas que foram feitas, e que se encontram no folheto que receberam, para que a Palavra entre na nossa vida. Neste momento não vamos pensar em outras meditações ou ideias, mas vamos entrar no concreto da nossa experiência ajudados pela meditação que foi feita”.

(Deixar pelos menos 10 minutos para que todos possam repensar nas perguntas de espelhamento e responder no seu coração).

Para a meditação pessoal

  1. Diferentes mas de igual dignidade. Acontece a você de julgar os outros por como gerenciam seus bens? E como você usa daquilo que lhe foi entreque?
  2. Relacionamentos errados: os relacionamentos dos dois filhos com o pai são ambos errados. Você se encontra em alguns deles?
  3. Ser filhos: reconhecer-se criaturas: você reconhece o amor de Deus para você? E é capaz de viver e doar este amor sem condições aos outros?
  4. Perder a alegria: reconhecemos em nós sentimentos negativos? De onde nascem? Eles estão lhe tirando a alegria de viver?
  5. Chamados a ser canais do amor concreto do Pai: o que significa para nós trazer depressa a melhor túnica, colocar um anel no dedo e sandálias nos pés, trazer um novilho gordo (ou seja fazer festa) para o irmão?
  6. Quem somos hoje: entre todas as personagens da parábola, quem eu sou hoje?

Partilha

“Agora que refletimos sobre a nossa vida, poderemos partilhar. Antes, trago presente algumas regras importantes:

–   Cada um fale daquilo que pensou e refletiu, sem se deixar condicionar pelo que os outros partilham;

–   Não vamos partilhar ideias mas experiências;

–   Não vamos retomar o que o outro fala, pois a experiência de cada um é diferente, mesmo quando parece igual;

–   Cada um se compromete a não comentar fora daqui a partilha do outro, pois é um dom precioso que recebemos ao entrar na sua vida pessoal.

Não é necessário partilhar sobre todas as perguntas, também porque algumas são mais íntimas. Podemos viver esta partilha livremente, escolhendo algumas das perguntas, e tentando ser breves também para deixar o espaço para todos”.

(Deixe que todos, se possível, partilhem. Ajude-os a ser breves e sobretudo, que a partilha seja sobre a experiência pessoal. Se, por causa do tempo, nem todos conseguirem partilhar, o facilitador anota quem não o fez para lhe dar esta possibilidade na partilha do próximo encontro. Deixar pelos menos 15 minutos de tempo para a oração conclusiva).

Oração com visualização e símbolo vivenciado

(Pode-se colocar no meio do grupo a vela acesa e o pano vermelho que simbolizou o pai).

“Colocamos, aqui no nosso meio, ainda uma vez o pano vermelho que simbolizou o pai, com o qual queremos simbolizar, hoje, o Pai verdaeiro, o nosso Pai… este Pai que ainda hoje nos dá tudo, e não pretende de nós nada, a não ser que nos deixamos amar… Convido vocês a fecharem os olhos e a vivenciar, por um momento, o que acabamos de meditar”.

(Colocar o áudio “Deixa-te amar”, deixando que todos vivam a experiência proposta).

(Depois da breve visualização) “Convido vocês, no final deste encontro, se quiser, a viver este gesto. Queremos simbolizar, com este pano dourado, tudo o que o Pai nos doa, todo dia… a herança… a túnica… o anel… o novilho gordo… servidores ao nosso serviço… Queremos, ainda uma vez, entrar em relação com este amor do Pai, que passa hoje, através dos irmãos. Então convido cada um de vocês, neste momento, a serem aquele servo, que entrega ao filho do Pai, a herança, a tunica, o anel… Quem recebe, poderá fazer um gesto, na liberdade, e depois, sentindo-se amado, irá ele mesmo a entregar a outro… até que todos fomos servos canais do amor mas também filhos amados. E entregando ao outro, ao filho de Deus, posso lhe dizer algo, dar uma mensagem do Pai para ele…”.

(Deixar que todos, quem quiser, viva o gesto. No final, colocar o pano dourado perto do Pai).

“Tudo recebemos do Pai, tudo re-doamos para Ele… neste mistério de amor doado e recebido… Podemos então nos dar a mão e, nesta fraternidades e neste reconhecermos, uns aos outros, “filhos do Pai”, podemos rezar juntos: Pai nosso…”.

(Concluir com o sinal da cruz. Pedir para dizer uma palavra do que levam para casa do encontro vivido).

Esta entrada foi publicada em Roteiro para os Animadores. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *