5. Ferramentas para evocar imagens pessoais

Na primeira fase é útil identificar alguns estímulos que ofereçam a oportunidade não só para transmitir conteúdos, mas também para evocar imagens pessoais. Este estímulos pode ser externos, como vídeos, imagens, músicas  e testemunhos, ou interno, facilitados pelo mesmo facilitador

1. Estímulos externos evocativos

a.  Vídeo e imagens

Durante um encontro, podemos usar clipes de filmes ou curtas-metragens para solicitar os participantes a nível perceptivo, fornecendo conteúdos específicos com os quais se confrontar. Importante é que eles sejam eficazes, mesmo em termos de emoções. Estes estímulos evocam certamente imagens pessoais, que podem então ser compartilhadas no grupo.

b. Testemunhos

A proposta de uma conferência estimulante (ou parte dela, gravada, montada como fundo integrador de slides, que acentuam suas  forças evocativas) pode ser outra ferramenta.

Sobre a proposta de um testemunho, precisa considerar seu notável “poder evocativo”, bem como o envolvimento emocional que pode despertar. Abaixo está um testemunho que pode, por exemplo, ser usado respeito à busca do sentido da vida e sobre o valor do Evangelho e relacionamentos significativos.

Pe. Eraldo Cacchione SJ, missionário, descreve sua experiência de vida em uma pequena ilha de deportados: “Estamos em um mundo virtualmente sem fronteiras, onde com pouco dinheiro podemos voar ao outro lado do globo, onde temos a internet com a impressão de que poderíamos estar em qualquer lugar, com qualquer pessoa, mas não temos ninguém para nos dar significado: perdidos, espalhados em um infinito que se torna como um deserto onde estamos navegando sem bússola. Não é estranho que neste deserto nos sentimos sozinhos e com medo: não temos pontos de referência e orientação. O sentido da vida é dado a nós através da comunhão com aqueles que a entrega, cresce no diálogo com aqueles que viveram mais do que nós, alimenta-se na experiência pessoal e comunitária, onde o significado se torna concreto através das fibras do tempo, dos sofrimentos e das alegrias de uma comunidade humana, e interpreta todas estas vicissitudes obtendo sentido de uma morte, de um amor, de uma história de família que sofre, de uma dificuldade enfrentada juntos … Mas aqui, onde a fronteira é muito limitada, de fato tão estreita que é um “exílio”, graças aos contos, às histórias, especialmente por parte dos idosos, à empresa que fazemos juntos, à memória onde o passado surge à vida e dá orientação para o futuro, o sentido de viver é muito forte. O sentido da vida é “dado”, proferido por alguém. Como o Evangelho – onde está o sentido da vida por excelência – é transmitido, dado por alguém para outra pessoa“.

O testemunho, bem como outros estímulos evocativos possíveis mencionados, além de facilitar a emersão de imagens e ressonâncias pessoais, pode servir para atualizar e reforçar a motivação e a atenção dos participantes em se aproximar de uma posterior leitura da Bíblia, ligada ao mesmo tema do encontro.

c. Músicas

Para evocar imagens também  pode-se usar canções com textos particularmente relacionados com o tema, que vão ajudar à introspecção também. Se particularmente denso, o texto pode ser entregue, de modo que os participantes possam acompanhar a música lendo as letras.

2. Introspecção guiada pelo facilitador

O momento do surgimento de imagens pessoais pode ser estimulado também pela imaginação facilitada, que será discutida posteriormente na parte dedicada ao espelhamento[1].

[1] Veja p. 63.

Esta entrada foi publicada em Ferramentas para a Fase 1. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *